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Marcelo Evandro dos Santos recebeu pena de 5 anos de prisão em regime inicial semiaberto. Processo está relacionado a paciente que passou 2 meses hospitalizada por consequência dos procedimentos estét
O cirurgião plástico Marcelo Evandro dos Santos foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto. A decisão é referente ao caso de uma paciente de Florianópolis que ficou dois meses internada após complicações por procedimentos estéticos realizados por ele. O Ministério Público chegou a chamar o combo de cirurgias feitas de uma só vez de 'X-Tudo'.
Santos foi condenado por lesão corporal de natureza grave, com deformidade permanente contra Letícia Mello, que sofreu queimaduras, bolhas, necroses e perda de tecido. O g1 entrou em contato com a defesa do médico nesta quarta-feira (29), que disse que vai se inteirar da decisão para se manifestar.
Quem é o cirurgião condenado por lesões
Regime semiaberto é quando o preso passa parte do dia no trabalho ou estudando e retorna para a unidade prisional à noite, para dormir.
Em setembro, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) renovou, por mais seis meses, a interdição cautelar que impede Marcelo Santos de exercer a medicina. Além disso, há um processo contra ele em andamento na Corregedoria do órgão.
Entenda o caso
Conforme a ação penal, o médico fez uma série de procedimentos estéticos em sequência e a cirurgia na vítima durou cerca de 12 horas, em fevereiro de 2024. Com isso, a paciente apresentou diversas lesões corporais, que evoluíram para necroses em diferentes partes do corpo.
A denúncia contra o médico foi feita após o inquérito que o indiciou por lesão corporal gravíssima contra a neuropsicopedagoga Letícia. Imagens mostraram que a mulher sofreu queimaduras, bolhas, necroses e perda de tecido (assista ao relato dela no vídeo acima).
A vítima passou 11 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ficou mais de dois meses internada.
“Meu corpo começou a criar bolhas, começaram a aparecer umas secreções. Eu comecei a ficar totalmente queimada na barriga, nas pernas, nos braços, foi subindo para os seios e eu fiquei 20 dias ali, praticamente necrosando”, contou a vítima.
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