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Denúncias apontaram importunação sexual contra adolescentes entre 2024 e agosto de 2025, além de situações semelhantes em 2021.
Um professor de Educação Física das redes estadual e municipal de Jaguaruna, no Sul catarinense, foi afastado do trabalho a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após investigação da Polícia Civil.
Há também relatos de abraços prolongados, pedidos para seguir alunas em redes sociais e intimidação após as denúncias. As vítimas relataram constrangimento e crises de ansiedade e passaram a evitar aulas para não se expor a novas situações, conforme a decisão.
Segundo o MPSC, devido a todos os relatos, a aplicação de medidas cautelares – que inclui a proibição de entrar nas escolas onde lecionava e de ter qualquer contato com vítimas e testemunhas, até mesmo por redes sociais, aplicativos ou terceiros, além de manter distância mínima de 300 metros – é necessária porque o professor atuava em duas escolas do mesmo município, o que poderia facilitar a influência sobre vítimas e colegas, além de comprometer a coleta de provas.
Um processo administrativo já havia afastado o investigado por 60 dias de uma das escolas, mas o MPSC entendeu que a medida deveria ser ampliada para a esfera criminal. O descumprimento dessas medidas pode levar à decretação de prisão preventiva.
Ele é apontado por assédio e importunação sexual contra adolescentes de 14 e 15 anos, com casos relatados entre 2024 e agosto de 2025, além de situações semelhantes em 2021.
As denúncias apontam que o professor, durante aulas e medições físicas, teria tocado rosto, cabelo, costas, cintura e nádegas de alunas, além de fazer comentários sobre seus corpos, como “cinturinha de boneca” e “vocês estão muito bonitas”. Em um episódio, ao ver uma estudante enchendo uma bola, o professor fez um comentário de cunho sexual, que deixou a aluna constrangida.
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