Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
O atual xodó da garagem de André chegou em 2017, após uma negociação de 20 dias com o antigo dono, em São Bento do Sul/SC.
O lourenciano André Luiz Rech tem no ronco de um motor antigo muito mais do que o som de um veículo em funcionamento — é o eco de lembranças, laços familiares e amizades que nasceram em torno da paixão pelos carros clássicos. Dono de um Passat 1977 azul, ele transformou o hobby em uma tradição familiar e em um elo com dezenas de outros apaixonados pela história automotiva.
“Sempre gostei de carro antigo, e lembro que, quando criança, meu pai, Ernesto Rech e minha mãe, Maria Helena Rech, sempre tiveram Passat”, conta André. As lembranças da infância, marcadas por viagens e pela convivência ao lado do pai, ajudaram a despertar o interesse pelos modelos antigos, que se tornaram, mais tarde, parte de sua rotina e de sua identidade.
O atual xodó da garagem de André chegou em 2017, após uma negociação de 20 dias com o antigo dono, em São Bento do Sul/SC. “Foi amor à primeira vista”, relembra.
Mas o que mais o marcou foi a história do carro: “O pai e o filho começaram a restaurar o Passat em 2015. Quando o carro estava 80% pronto, o pai faleceu. O filho decidiu vender porque o carro trazia muitas lembranças, mas queria que alguém o mantivesse original. Prometi que usaria apenas em encontros e não mudaria nada — e assim ele permanece até hoje.”
Para André, o encanto pelos antigos vai além da estética. “O que mais me encanta são as lembranças da infância. Os carros eram coloridos, únicos, com formas e personalidades próprias. Hoje, tudo parece igual — perdeu-se a emoção da década de 70 e 80.”
Quem acompanha André nessa jornada é a esposa Gisieli e os filhos, Cecília e Enzo. “Desde o primeiro encontro ela sempre esteve comigo. Gosta do ambiente familiar e sempre me incentivou. Depois vieram os filhos, que foram pegando gosto pelas relíquias. A Cecília adora brincar com as amigas nos encontros, e o Enzo vibra quando escuta o ronco dos motores”, conta, sorrindo.
Segundo ele, a presença da família é o que torna tudo ainda mais especial: “É um fim de semana de confraternização, amizade e boas risadas”.
André é integrante do grupo Antigos SLO, criado em 2022 entre amigos apaixonados por veículos clássicos. “O grupo nasceu em churrascos de fim de semana. Hoje, organizamos encontros mensais no pátio do Amma Atacadista, que nos cedeu o espaço. É um momento de convivência, amizade e divulgação da nossa cidade”, explica.
Quem quiser acompanhar as atividades pode seguir o perfil oficial: @antigosslo.
Nas ruas, o Passat desperta lembranças por onde passa. “Muita gente se aproxima para conversar, lembrar de viagens antigas ou de quando teve um igual. É um sentimento de nostalgia genuína”, diz André.
Nos encontros, o carro chama atenção pela originalidade: “Ele não tem retrovisor do lado do passageiro, o cinto é fixo e o banco não tem encosto de cabeça. São detalhes que surpreendem, principalmente os mais jovens.”
Cuidar de um carro quase cinquentenário exige dedicação. “Sempre reviso freios, suspensão e motor antes dos encontros. Já refiz o assoalho e os bancos, e o próximo passo é revisar o motor original 1.5 MD”, comenta.
Mas o vínculo vai muito além da mecânica: “Hoje o nosso ‘Passatão’, como chamam os filhos, já faz parte da família. Não penso em vender. Vai ficar de herança para eles, como lembrança de uma boa época.”
Uma vez, André chegou a considerar vender o carro. “Comentei com alguns amigos, começaram a aparecer interessados, e percebi o erro. Fui até o armário, peguei o recibo e queimei o documento. Agora, não tem volta: o azul geladeira é pra sempre nosso”, brinca.
Em novembro, André e o grupo se preparam para um dos maiores eventos da região: o Encontro de Carros Antigos de Francisco Beltrão, que acontecerá de 13 a 16 de novembro, no Parque de Exposições Jayme Canet Jr., com shows de Papas da Língua, Nenhum de Nós, Raimundos e Biquini Cavadão.
“Encontro de carro velho tem que ter rock”, diz André, animado. “Vamos em caravana, com amigos como Fernando Carboni (Nambira) e André Granzotto. Montamos acampamento e curtimos o evento com boas risadas, música e os velhinhos brilhando.”
Radicado há 26 anos em Caxias do Sul (RS), ele transformou a paixão pela música em profissão e hoje atua com grandes nomes do cenário nacional.
Nem toda ansiedade é transtorno, mas também não deve ser ignorada
De São Lourenço do Oeste para Foz do Iguaçu, ele construiu uma história marcada por trabalho, decisões difíceis e a coragem de buscar algo maior.
Entre a saudade e o sonho, um lourenciano que segue em movimento sem esquecer de onde veio.
Convocação coroa trajetória construída desde a infância no interior e leva atleta ao cenário internacional.
Quebre o silêncio, procure ajuda psicológica, busque pessoas de confiança, ligue 180. O amor verdadeiro jamais exigirá que você diminua a si mesma para caber nele.