Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Porque crescer também é se permitir falhar — e ainda assim se sentir seguro.
Essa sensação é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, tem raízes que vão muito além das experiências da vida adulta.
Desde cedo, aprendemos sobre o erro. Mas nem todas as crianças aprendem que errar é parte do processo. Algumas crescem em lares onde o erro é punido, ridicularizado ou ignorado. Outras, em ambientes onde os adultos não estavam emocionalmente disponíveis, não passavam a segurança necessária e elas precisaram amadurecer antes da hora. Assim, aprendem uma mensagem silenciosa:
“Se eu errar, não tem ninguém pra me salvar.”
Na psicanálise, autores como Winnicott destacam que o desenvolvimento emocional saudável depende de um ambiente “suficientemente bom” — aquele que acolhe, oferece estabilidade e permite pequenas frustrações sem abandono.
Quando isso falta, seja por instabilidade afetiva, financeira ou emocional, a criança passa a viver em alerta.
Ela se torna hiperresponsável, sente que precisa “dar conta do mundo” e, inconscientemente, constrói a crença de que não pode falhar.
Essa mesma criança, quando cresce, costuma ser a adulta que todos consideram “forte”, “centrada”, “que resolve tudo”. Mas por dentro, carrega uma exaustão silenciosa. Vive em constante estado de vigilância, com medo de errar, de decepcionar, de perder o controle.
Pessoas com esse tipo de história costumam apresentar algumas características parecidas:
• Amadurecem cedo, muitas vezes assumindo papéis de cuidado dentro da família.
• São rigorosas consigo mesmas, têm dificuldade em relaxar ou sentir prazer sem culpa.
• Possuem um forte senso de responsabilidade, que às vezes ultrapassa os limites saudáveis.
• Tendem ao perfeccionismo e à ansiedade de desempenho: tudo precisa estar sob controle.
• E, paradoxalmente, mesmo quando conquistam algo, não conseguem se sentir seguras, pois a mente já busca o próximo risco.
A boa notícia é que o passado não define o presente — ele explica, mas não precisa determinar.
O ponto comum entre várias abordagens da psicologia e da filosofia é o mesmo: aprender que falhar não é o fim, é parte do caminho.
Errar não te torna menos digno de amor, de cuidado, de pertencimento.
O processo terapêutico é justamente o espaço onde podemos reconstruir a segurança que faltou. Isso acontece através da escuta e da possibilidade de reviver e simbolizar essas experiências de desamparo.
Ressignificar o medo de falhar é um ato de coragem.
É olhar para a própria história com compaixão e dizer:
“Eu fiz o melhor que pude com o que eu tinha.”
E agora, adulta, você pode aprender a confiar em si e no mundo.
Pode entender que não precisa mais dar conta de tudo sozinho.
Nada apaga o passado, mas o processo de compreensão e ressignificação ajuda a construir um novo significado para nossa vida.
Um significado onde o erro não te destrói, mas te ensina. Onde a falha não é o fim, mas o início de algo mais humano e verdadeiro.
Porque crescer também é se permitir falhar — e ainda assim se sentir seguro.
Lays de Almeida – Psicanalista
Siga no Instagram: @layscdealmeida
Conectividade oferecida pela Ampernet garante mais conforto aos visitantes e facilita o acesso à programação, informações e o compartilhamento de momentos.
Orientação vale para todos os dias da feira, de 05 a 08 de fevereiro, e busca garantir segurança, organização e conforto ao público.
Espaço celebra a cultura, a criatividade e a força dos talentos da nossa região, integrando a programação cultural da feira aos grandes shows nacionais.
Evento conta com estrutura completa, atrações culturais, shows nacionais e acesso gratuito.
De acordo com o presidente do Gaiola Clube de São Lourenço do Oeste, Diego Lucas Borsatti, cerca de três mil pessoas passaram pelo Parque Bracatinga.
Esquema especial contará com reforço de efetivo, integração entre forças de segurança e atrações institucionais durante os quatro dias do evento.