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De São Lourenço do Oeste para Foz do Iguaçu, ele construiu uma história marcada por trabalho, decisões difíceis e a coragem de buscar algo maior.
Sair de casa aos 17 anos, sem saber exatamente o que vem pela frente, não é para qualquer um. E é justamente esse tipo de história que dá vida ao projeto Crias Lourencianas.
E foi exatamente isso que Gilberto de Almeida, o Giba, fez em 26 de outubro de 2000, ao deixar São Lourenço do Oeste em busca de um caminho diferente.
“Eu decidi me aventurar… sair de casa. Não imaginava que a vida seria tão dura”, relembra.
O que ele tinha naquele momento não era um plano definido — era vontade. Vontade de crescer, de tentar, de viver algo além da realidade que conhecia.
A primeira parada foi o Rio de Janeiro, onde passou três meses. Depois, seguiu para São Paulo, onde ficou por cerca de dois anos. Foi nesse período que começou a construir sua base, trabalhando em bares, churrascarias e restaurantes.
“Sempre trabalhando de garçom… em churrascaria, bar, balada. Onde tinha serviço, eu tava.”
Era uma rotina intensa, de aprendizado constante e adaptação. Foi ali que começou a entender o valor do trabalho e a ganhar experiência no atendimento, algo que mais tarde faria toda a diferença.
Durante esse período em São Paulo, conheceu uma jovem que viria a se tornar sua esposa — e que mudaria o rumo da sua história, levando-o para Foz do Iguaçu.
A vida seguiu em movimento. Em 2007, surgiu uma oportunidade de trabalhar na Itália. A experiência durou apenas três meses, mas foi marcante.
“Fui pra Itália… fiquei pouco tempo, mas foi uma experiência diferente.”
Na volta, retornou para São Paulo, onde permaneceu por mais três anos. Até que decidiu dar um novo passo — dessa vez com mais maturidade e visão de futuro.
Foi então que voltou para Foz do Iguaçu, agora acompanhado da esposa e da filha.
“Voltei mais maduro… já pensando em evoluir na vida, construir algo.”
Foi em Foz que Giba encontrou a oportunidade que mudaria sua trajetória: a hotelaria.
Durante 12 anos, trabalhou no Belmond Hotel das Cataratas, um dos mais reconhecidos do país. E, mais uma vez, começou de baixo.
“Comecei como ajudante de garçom… e fui crescendo.”
Com dedicação e constância, foi ganhando espaço. Aprendeu na prática, observando, fazendo e evoluindo. Ao final desse ciclo, saiu como supervisor de eventos, carregando uma bagagem sólida e uma nova visão profissional.
“Ali eu aprendi muito… padrão, atendimento, organização. Isso fez diferença depois.”
Depois de anos acumulando experiência, chegou o momento de dar um passo próprio.
Nascia o Negroni Bar, projeto criado por Giba com base em tudo o que viveu na hotelaria. Hoje, a empresa já soma cinco anos de atuação e se consolidou como uma das referências em bares para eventos na região.
“Peguei tudo que aprendi e coloquei no meu negócio.”
Com o crescimento, vieram novos investimentos. Entre eles, a criação do Espaço Giba Kids, um espaço voltado para festas e lazer, com estrutura para até 50 pessoas, além de edícula e piscina.
“Sempre pensei em crescer… não parar em uma coisa só.”
Mesmo com a vida construída em Foz do Iguaçu, São Lourenço do Oeste nunca deixou de fazer parte da sua história.
Ao longo dos anos, Giba manteve o hábito de voltar à cidade para visitar a mãe e as irmãs, que ainda vivem no município.
“Todo ano eu volto… minha família tá lá.”
Hoje, ele resume bem esse sentimento:
“Sou lourenciano de nascimento, mas iguaçuense de coração.”
Aos 43 anos, Giba olha para a própria trajetória com clareza. Ele entende que, lá atrás, sua ambição já não se encaixava no lugar onde estava.
“Naquele momento, minha ambição não cabia ali… eu precisava sair.”
Ao mesmo tempo, reconhece o crescimento de São Lourenço do Oeste ao longo dos anos e enxerga a cidade com outros olhos hoje.
Mas sua vida seguiu outro caminho — e foi nele que construiu sua história.
Hoje, com uma família formada, uma filha de 16 anos e negócios consolidados, Giba carrega a sensação de missão cumprida.
A caminhada não foi fácil. Teve dificuldade, teve recomeço, teve incerteza. Mas também teve decisão, consistência e visão.
E talvez a melhor forma de resumir tudo isso esteja nas próprias palavras dele:
“Olho pra trás hoje… e vejo que valeu a pena.”
Uma história que começou com uma decisão difícil — e que se transformou na trajetória de um lourenciano que fez acontecer.
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