Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Empresária de São Lourenço do Oeste mantém viva a história construída pelo pai, Vilmar Luiz Callegari, na busca pela cidadania italiana.
Quando fala sobre cidadania italiana, Fernanda Callegari não fala apenas de documentos ou processos burocráticos. Fala de história de família, de memória e de um sonho que começou dentro de casa. Foi o pai, Vilmar Luiz Callegari (in memoriam), quem iniciou essa trajetória ao buscar a cidadania italiana para a própria família — um caminho que, com o tempo, se transformaria em trabalho e também em legado.
Foi assim que nasceu a Cidadania Italiana Callegari, em São Lourenço do Oeste. Ainda nos anos 1990, Vilmar começou a pesquisar documentos e registros da família, em uma época em que o processo exigia muito mais paciência e persistência do que hoje.
“Meu pai começou a buscar os documentos por volta de 1994. Na época era tudo muito mais difícil, feito por telefone, e-mail ou pessoalmente”, relembra Fernanda, que hoje está à frente da empresa.
A pesquisa começou pela linhagem paterna da família Callegari, mas acabou tomando outro caminho.
“Descobrimos que o italiano havia nascido em Trento, região que não permitia o reconhecimento naquele momento. Então seguimos pela família materna, os Busnello, e ali conseguimos dar continuidade ao processo.”
Mesmo trabalhando como servidor público, Vilmar sempre manteve a cidadania italiana como uma paixão. Com a aposentadoria, o interesse se transformou em projeto profissional.
“A cidadania italiana era quase um hobby para ele. Quando se aposentou, o sonho de trabalhar com isso cresceu. Então passamos a trabalhar juntos e nasceu a Cidadania Italiana Callegari.”
“Eu pensava que precisava continuar, também por ele, que sonhou tanto com esse trabalho.” — Fernanda Callegari
A trajetória da empresa mudou após a perda de Vilmar, momento que exigiu de Fernanda força para seguir adiante e dar continuidade ao trabalho iniciado pelo pai.
“Eu sinto a falta dele até hoje. Nós éramos melhores amigos e ele sempre foi o ‘cabeça da casa’”, conta.
Na época, Fernanda vivia um período intenso da vida pessoal.
“Meu filho do meio tinha apenas dois meses. Eu praticamente não tive tempo para viver o luto. Minha mãe, Ivanete, e meu irmão Marcos dependiam financeiramente do meu pai, então eu precisei levantar a cabeça e continuar.”
A decisão de seguir em frente veio também pelo sonho que ele havia construído.
“Eu pensava que precisava continuar, também por ele, que sonhou tanto com esse trabalho.”
“O principal valor que carrego do meu pai é a honestidade.” — Fernanda Callegari
Entre todos os ensinamentos deixados por Vilmar, um valor segue sendo essencial: a honestidade.
Segundo Fernanda, o setor de cidadania italiana exige responsabilidade e respeito às regras legais.
“Nesse ramo existem muitas empresas que prometem prazos milagrosos ou até utilizam documentos irregulares. Nós sempre seguimos o caminho correto.”
Ela explica que cada processo depende da burocracia italiana.
“Não existe milagre. Os documentos precisam estar corretos e tudo deve seguir rigorosamente a lei italiana.”
Nos últimos anos, o reconhecimento da cidadania italiana passou por diversas mudanças e novas exigências.
Segundo Fernanda, o governo italiano tem adotado medidas que acabam tornando o processo mais burocrático.
“Hoje enfrentamos o chamado ‘Decreto Tajani’, que limitou a cidadania até netos na via administrativa. Muitos consideram essa medida inconstitucional.”
A expectativa agora está no julgamento da Corte Constitucional italiana, previsto para 11 de março de 2026.
“Seguimos confiantes de que a Justiça italiana pode derrubar esse decreto.”
Com o aumento da demanda, Fernanda passou a contar também com o apoio do marido, Rafael, que decidiu deixar a estrada para ajudar no negócio da família.
“Depois que meu pai faleceu, a demanda aumentou muito e eu já estava na terceira gravidez. Eu não conseguia mais dar conta sozinha.”
A decisão foi transformar a parceria de vida em parceria profissional.
“Conversamos e decidimos trabalhar juntos. Hoje cada um tem suas funções e conseguimos dividir melhor as responsabilidades.”
Ao longo dos anos, Fernanda acompanhou diversas histórias marcantes de clientes em busca do reconhecimento da cidadania italiana.
Uma delas ficou especialmente na memória.
“Um cliente tinha uma proposta para jogar futebol na Europa. Os pais dele eram agricultores e batalharam muito para pagar o processo.”
Para ela, esse tipo de história mostra como a cidadania pode abrir novas oportunidades.
“Muitas famílias buscam esse reconhecimento pensando no futuro dos filhos.”
Mesmo com as dificuldades e mudanças nas regras, Fernanda acredita que buscar a cidadania italiana continua sendo um caminho importante para muitos descendentes.
“Não desistam. Nossos ancestrais lutaram muito para construir uma vida aqui no Brasil.”
Ela destaca que reconhecer a cidadania também é uma forma de valorizar essa história.
“Eu sinto um orgulho enorme de ser descendente de italianos. Carrego essa cultura e essa paixão comigo.”
Hoje, a Cidadania Italiana Callegari segue em atividade mantendo vivo o sonho iniciado pelo pai Vilmar, transformado por Fernanda em um trabalho que une história familiar, identidade cultural e o direito de muitos descendentes reconhecerem suas raízes.
Evento marcado para 11 de abril reunirá mulheres de cidades do Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná em um grande comboio rumo a Francisco Beltrão.
Polícias Militares de Santa Catarina e Paraná se uniram para transformar o aniversário da pequena admiradora da corporação em um momento inesquecível.
O primeiro passo nunca é sobre o tamanho da caminhada, mas sobre a coragem de sair do lugar.
Da juventude em São Lourenço do Oeste aos palcos e projetos musicais ao longo da vida, uma trajetória onde música, amizade e memória coletiva caminham juntas.
Dupla da região fala sobre estrada, críticas, aprendizado e o episódio que transformou exposição em evolução.
Há 26 anos longe da cidade natal, o lourenciano construiu uma trajetória internacional no setor industrial e de energia, formou família no Nordeste e mantém vivas as raízes que moldaram sua história.