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O menino morreu em 17 de agosto. A mãe virou ré em dezembro por homicídio qualificado e tortura.
A Justiça de Santa Catarina determinou que o padrasto do menino de quatro anos morto em Florianópolis, em agosto de 2025, irá a julgamento pelo Tribunal do Júri. Não há data definida para a sessão, segundo documentos obtidos pela NSC TV.
O homem responde por homicídio qualificado, por meio cruel e por a vítima ter menos de 14 anos, e por quatro crimes de tortura. A denúncia aponta que ele aumentou a vulnerabilidade da criança por sua posição dentro da família.
O g1 tentou contato com a defesa do padrasto, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) havia solicitado duas outras qualificadoras: motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), porém, rejeitou ambas.
Relembre o caso
O menino morreu em 17 de agosto. O crime foi descoberto após a vítima ser levada ao Multi-hospital da capital desacordada e em parada cardiorrespiratória. O casal foi detido após a morte, mas a mulher foi solta e vai cumprir medidas cautelares. O homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
A NSC TV teve acesso a um relatório que embasou o inquérito policial sobre o caso, que reúne várias trocas de mensagens, em dias diferentes, entre a mãe do menino e o padrasto, que apontaram que o homem agredia a criança, com o conhecimento da mãe.
A polícia também descobriu no celular do padrasto uma pesquisa em um aplicativo de inteligência artificial, com sessão ainda ativa no dia da morte do menino. A pergunta feita foi: "o que acontece se ficar enforcando muito uma criança".
Em setembro, o padrasto do menino de 4 anos virou réu por homicídio qualificado e tortura. A mãe virou ré em dezembro por homicídio qualificado e tortura. A defesa contestou a decisão, mas o TJSC rejeitou o pedido.
Padrasto perguntou à IA: 'O que acontece se ficar enforcando muito uma criança'
A decisão citou buscas feitas pelo réu no ChatGPT sobre comportamentos de crianças autistas, vistas como tentativa de entender a situação e melhorar a convivência. As pesquisas incluíam perguntas como:
“quando uma criança altista tem medo ou chora perto de tal pessoa, o que significa?”
“e se a criança ficar variando [...] às vezes fica perto da pessoa bem e em outra já não chora ou sente medo?”
O tribunal rejeitou a qualificadora que dizia que o menino não teve chance de defesa, avaliando que isso já está contemplado na qualificadora de homicídio contra menor de 14 anos. O MP recorreu, e o TJSC aguarda as justificativas.
Além do homicídio, o padrasto foi denunciado por tortura em pelo menos quatro ocasiões. O processo reúne mensagens, depoimentos e confissões. Em uma das agressões, o menino precisou ser internado por vários dias. O acusado admitiu ter mordido o rosto da criança porque estava “estressado”.
Em uma audiência no início de dezembro, ele confessou ter agredido o menino com socos e tapas. Disse que teve um “ataque de fúria” por problemas pessoais, negou intenção de matar e afirmou considerar a criança “um filho”.
Segundo o depoimento, o homem cuidava do menino enquanto a mãe trabalhava e havia ido visitar familiares com ele. De volta para casa, disse ter aguardado a cunhada e pensado em dificuldades financeiras e conflitos com a esposa.
Na mesma decisão, o TJSC manteve a prisão preventiva do acusado, citando a gravidade dos crimes.
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