12 de setembro de 2026
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Fraudes com contas bancárias: como evitar que criminosos usem seu nome

Ferramentas do Banco Central e cuidados com documentos, senhas e códigos podem ajudar a prevenir o uso indevido de dados pessoais.

Por Célio Armando Janczeski, advogado e professor universitário

Atualizado em 11/09/2026 | 07:58:00

A abertura de contas bancárias em nome de terceiros sem autorização é uma das formas de fraude que merece cada vez mais atenção. Com documentos e dados pessoais obtidos de maneira indevida, criminosos podem tentar abrir contas, contratar empréstimos, solicitar cartões e movimentar valores, deixando para a vítima o problema de provar que não foi responsável pelas operações.

“Hoje, a prevenção é muito importante, porque muitas vezes a pessoa somente descobre a fraude quando recebe uma cobrança ou percebe uma dívida que nunca contratou”, alerta o advogado Célio Armando Janczeski.


Proteção do CPF

Segundo Janczeski, uma das principais medidas preventivas atualmente disponíveis é o BC PROTEGE+, ferramenta do Banco Central que permite ao cidadão informar que não autoriza a abertura de contas em seu nome.

“É uma providência simples e gratuita que pode dificultar bastante a utilização indevida do CPF. Quem não tem necessidade de abrir novas contas pode manter essa proteção ativada e desativá-la quando realmente precisar abrir uma conta”, explica.


Consulta preventiva

Outra recomendação é consultar periodicamente o Registrato, também disponibilizado pelo Banco Central. O sistema permite verificar os relacionamentos bancários registrados em nome do cidadão e identificar eventual conta ou instituição financeira que ele não reconheça.

“É importante não esperar aparecer uma dívida. A consulta preventiva pode revelar uma conta desconhecida e permitir que o problema seja enfrentado logo no início”, afirma o advogado.


Dados e senhas

Janczeski recomenda ainda cuidado com documentos, fotografias de documentos pessoais, senhas e códigos recebidos por telefone ou aplicativos.

“Nunca se deve fornecer senha, código de confirmação ou permitir que terceiros tenham acesso ao celular ou aos aplicativos bancários. Também é preciso desconfiar de ligações de supostos funcionários de bancos que pedem informações para cancelar ou confirmar operações”, orienta.

Em caso de suspeita, a pessoa deve procurar imediatamente a instituição financeira, registrar a ocorrência e guardar protocolos, mensagens e demais documentos relacionados à fraude.

“A prevenção não elimina completamente o risco, mas reduz muito a possibilidade de o cidadão descobrir uma fraude somente depois que ela já produziu prejuízos. CPF, documentos e informações bancárias devem ser tratados com o mesmo cuidado que se tem com o próprio dinheiro”, conclui Célio Armando Janczeski.

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