29 de julho de 2026
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Profissionais alertam: golpe do falso advogado usa dados reais de processos

Kamila Lara e Lucas Curioni explicam como criminosos utilizam dados reais de processos para solicitar informações bancárias e pagamentos por Pix.

Por Redação TiviNet, com informações do escritório Célio Armando Janczeski Advogados Associados

Atualizado em 29/07/2026 | 10:42:00

O chamado golpe do falso advogado tem se espalhado pelo país e provocado preocupação entre clientes e profissionais do meio jurídico. Na fraude, criminosos utilizam informações reais de processos para anunciar falsamente a liberação de valores e solicitar dados bancários ou pagamentos antecipados.


Como funciona

Segundo o escritório Célio Armando Janczeski Advogados Associados, os golpistas entram em contato com pessoas que possuem ações judiciais e informam que houve uma decisão favorável, com valores disponíveis para saque.

Antes da suposta liberação, porém, a vítima é orientada a fornecer informações bancárias ou pagar uma taxa por Pix ou transferência bancária.

A chamada Operação Data Venia, realizada pelo Ministério da Justiça, desarticulou um grupo investigado pela prática da fraude, que teria provocado prejuízo superior a R$ 1 milhão.

De acordo com Kamila Lara e Lucas Curioni, que atenderam pessoas vítimas do golpe, a possibilidade de consultar informações públicas de processos ajuda a tornar a abordagem mais convincente.

Com o número de uma ação, os criminosos conseguem obter dados como o nome das partes, o andamento do processo e os valores envolvidos. As informações são utilizadas para criar mensagens que aparentam legitimidade.


Escritório foi alvo

O escritório Célio Armando Janczeski Advogados Associados enfrentou recentemente uma situação semelhante. Golpistas tentaram se passar por integrantes da equipe e abordaram clientes utilizando dados verdadeiros de processos.

Durante os contatos, afirmaram falsamente que havia valores a receber e tentaram convencer as vítimas a fornecer informações bancárias.

O uso do nome, da imagem e de dados reais do processo pode levar o cliente a acreditar que está conversando com o advogado responsável pelo caso. Por isso, mesmo mensagens com informações corretas devem ser verificadas antes de qualquer resposta ou pagamento.


Confirme o contato

O alerta do escritório é direto: nenhum advogado ou servidor da Justiça pede depósito para liberar valores de um processo. Qualquer mensagem, ligação ou contato com esse tipo de solicitação deve ser tratado como suspeito, mesmo quando apresentar informações corretas sobre a ação judicial.

Em caso de dúvida, a orientação é interromper imediatamente a conversa e procurar o advogado pelos canais oficiais e já conhecidos, sem continuar o contato por um número recebido inesperadamente por mensagem.

“Nunca por um número que chegou até você por mensagem”, reforça Kamila Lara.

Até que a identidade do responsável pelo contato seja confirmada, a pessoa não deve continuar trocando mensagens nem fornecer dados pessoais, informações bancárias ou senhas. A confirmação deve ser feita diretamente com o profissional contratado, pelos canais utilizados habitualmente.


Se foi vítima

Quem efetuou algum pagamento ou forneceu informações aos criminosos deve guardar todas as provas disponíveis, incluindo capturas de tela das conversas, número utilizado no contato e comprovante do Pix, quando houver.

A vítima também deve registrar um Boletim de Ocorrência, presencialmente na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Virtual.

Outra providência importante é avisar imediatamente o advogado responsável pelo processo, para que ele tenha conhecimento do uso indevido de seu nome e de sua imagem.

A melhor forma de prevenção é desconfiar de pedidos urgentes, não realizar pagamentos antecipados sem confirmação e manter contato com o advogado somente pelos canais utilizados habitualmente.

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