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Homem de 34 anos foi flagrado por câmeras e indiciado por maus-tratos. Cão sofreu ferimentos e será encaminhado para adoção.
Um homem de 34 anos foi preso em flagrante e indiciado por maus-tratos contra um cão ao ser filmado arrastando o animal preso a um caminhão por cerca de 1 quilômetro em Blumenau, no Vale do Itajaí. As imagens do crime (assista acima) foram gravadas em 29 de novembro e o caso concluído na segunda-feira (15).
O cão foi encontrado junto ao tutor com feridas pelo corpo, além de unhas arrancadas e partes musculares expostas. Segundo a Polícia Civil, o homem admitiu que não levou o cachorro ao veterinário durante os 16 dias desde o ocorrido, passando somente óleo de girassol nos ferimentos.
O caso foi descoberto pelas autoridades após câmeras de monitoramento flagrarem os maus-tratos. Após investigações, a Polícia Civil foi até a casa do motorista e encontrou o cão.
O animal passou por atendimento veterinário na Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), que atestou que ele estava em “situação de maus-tratos e sofrimento desnecessário, necessitando de atendimento profissional imediato”, informou a Polícia Civil
Ainda conforme as autoridades, no dia do crime o motorista teria sido alertado por testemunhas que animal estava preso no veículo, mas seguiu viagem mesmo assim. Em depoimento, porém, o homem relatou que tem o cão há cerca de um ano e não percebeu que o animal estava preso no veículo quando saiu.
O cachorro foi resgatado e passará para tratamento. Em seguida, ele será encaminhado para adoção consciente.
Maus-tratos é crime
Maltratar animais é crime no Brasil, conforme a Lei nº 9.605/1998. A pena para maus-tratos varia de três meses a um ano de detenção, além de multa.
No caso de cães e gatos, a punição é mais severa: reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda do animal.
Em Santa Catarina, é possível registrar a ocorrência de forma anônima pela Delegacia Virtual da Polícia Civil (pc.sc.gov.br) ou entrar em contato com a Ouvidoria do Ministério Público (MPSC) pelo telefone 127 ou pelo site mpsc.mp.br/ouvidoria.
Também é possível acionar a Polícia Militar pelo 190 ou procurar a Promotoria de Justiça mais próxima.
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