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O acidente com morte aconteceu em Balneário Camboriú na madrugada de 15 de dezembro do ano passado.
A motorista do Porsche que bateu em um poste e causou a morte da empresária Aline Cristina Dalmolin, que estava de carona, foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Gisele Forneroli, de 58 anos, vai responder por homicídio doloso.
A defesa da denunciada, feita pelo advogado Guilherme Silva Araujo, disse em nota que nega "a hipótese de que Gisele teria assumido, de forma consciente, o risco de causar o acidente, bem como a alegação de que teria se evadido do local dos fatos" (veja a nota na íntegra abaixo).
O acidente com morte aconteceu em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, na madrugada de 15 de dezembro do ano passado.
O MPSC pediu que o processo siga para julgamento pelo Tribunal do Júri e que seja fixado valor mínimo de indenização de R$ 100 mil à família da vítima.
Motorista estava embriagada e em alta velocidade
A denúncia foi feita pela 2ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú e descreve que a motorista conduzia o Porsche sob forte influência de álcool, com índice de 0,97 miligrama por litro de ar.
Mesmo nessa condição, ela dirigiu em alta velocidade, sendo que o máximo permitido na via era de 50 km/h. Em determinado momento, passou por uma faixa elevada, perdeu o controle do carro e bateu contra dois postes e um muro.
O veículo percorreu cerca de 73 metros até a parada final. O acidente ocorreu por volta das 2h45 na Avenida Normando Tedesco, no Centro de Balneário Camboriú. A motorista dirigia um Porsche Macan.
A passageira sofreu ferimentos gravíssimos e morreu em razão de politraumatismo. Os laudos periciais descartaram falha mecânica no carro e apontaram que o acidente foi causado pelo desrespeito às normas de trânsito, associado à ingestão de bebida alcoólica.
Após o acidente, a motorista ainda tentou fugir. Porém, foi encontrada depois, escondida em uma área de mangue perto do Rio Camboriú.
Na denúncia, o Ministério Público denunciou a motorista por:
embriaguez ao volante;
homicídio com dolo eventual - por ter assumido o risco de haver acidente;
fuga do local do acidente.
“Ao dirigir embriagada e em velocidade incompatível com a via, a denunciada assumiu o risco de provocar um resultado fatal. Não se trata de um acidente, mas de uma escolha que colocou pessoas em perigo e ceifou a vida da vítima”, disse a promotora de Justiça Roberta Trentini Machado Gonçalves, que assina a denúncia.
O que diz a defesa da motorista
Confira abaixo a íntegra da nota da defesa da motorista.
A defesa técnica de Gisele Piccoli Forneroli, a cargo do escritório Araujo, Reinisch & Teles Advogados, embora respeite e compreenda a essencialidade do trabalho desenvolvido pelo Ministério Público, manifesta frontal discordância em relação aos termos da denúncia apresentada pelo órgão acusador a respeito da colisão ocorrida com o veículo por ela conduzido em 15 de dezembro de 2025, no município de Balneário Camboriú/SC, refutando veementemente a hipótese de que Gisele teria assumido, de forma consciente, o risco de causar o acidente, bem como a alegação de que teria se evadido do local dos fatos.
Por fim, a defesa reforça a confiança nos órgãos que compõem o sistema de justiça, lamenta profundamente a fatalidade ocorrida e declara que, após o exercício do contraditório e da fase de produção probatória, os fatos serão devidamente esclarecidos.
Florianópolis/SC, 03 de fevereiro de 2026.
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