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Existe algo fundamental que muitas vezes passa despercebido: a saúde mental é a base invisível de todas as áreas da vida.
Ela sustenta a forma como nos relacionamos, como trabalhamos, como cuidamos do nosso corpo, como fazemos escolhas e, principalmente, como lidamos com o sofrimento. Quando a mente não está bem, nenhuma outra área permanece verdadeiramente em equilíbrio ainda que, externamente, tudo pareça “funcionar”.
Vivemos em uma cultura que nos ensinou a separar a cabeça do resto do mundo que habitamos: o nosso corpo. Uma cultura que valoriza a produtividade, a força e a capacidade de seguir em frente apesar de tudo, mas o que pouco se fala é sobre o custo silencioso disso. Emoções não acolhidas, dores não nomeadas e conflitos internos ignorados não desaparecem, eles encontram outro caminho para existir, e, muitas vezes, esse caminho é o corpo.
O corpo é, em última instância, o diário mais honesto da nossa mente. A psicossomática, campo que integra saberes da psicologia, da medicina e da psicanálise, já nos mostra há décadas que corpo e mente não são instâncias separadas. Aquilo que não encontra espaço para ser elaborado simbolicamente em palavras, em reflexão, em escuta, pode se expressar por meio de sintomas físicos: dores recorrentes, tensão muscular constante, alterações no sono, problemas gastrointestinais, crises de ansiedade, fadiga extrema.
Freud, o pai da psicanálise, já observava que sintomas corporais poderiam ser a tradução de conteúdos psíquicos inconscientes não trabalhados. Mais tarde, Wilhelm Reich aprofundou essa compreensão ao falar das “armaduras corporais”: tensões crônicas que se instalam no corpo como consequência de emoções reprimidas ao longo da vida.
A ciência contemporânea também reforça essa integração. Estudos em psiconeuroimunologia demonstram que estados emocionais como estresse crônico e ansiedade alteram o funcionamento do sistema nervoso, hormonal e imunológico.
O corpo responde àquilo que a mente vivencia. Emoções prolongadas afetam a respiração, os batimentos cardíacos, a digestão, a imunidade, pois nada acontece de forma isolada.
Quando dizemos que “o corpo fala o que a mente não consegue dizer”, não estamos falando de algo abstrato ou místico, mas de um processo real, humano e profundamente coerente. O corpo fala quando a mente foi treinada a silenciar. Fala quando aprendemos a suportar demais, a nos adaptar excessivamente, a normalizar o que machuca. Fala quando a sobrevivência ocupou o lugar do cuidado.
Janeiro Branco: um convite à conscientização da saúde mental
Neste mês de conscientização da saúde mental, meu convite a você é um exercício de escuta profunda: O que o seu corpo está tentando te dizer hoje?
Saúde mental não é ausência de problemas, mas a capacidade de integrar nossa história, dando voz ao que sentimos sem precisar adoecer para ser ouvido. Valorizar a saúde da mente é, fundamentalmente, respeitar o templo que a sustenta.
Por isso, cuidar da saúde mental não é luxo, fraqueza ou exagero, é necessidade básica, é prevenção, é responsabilidade consigo mesmo. Assim como buscamos ajuda quando o corpo adoece, precisamos aprender a buscar ajuda quando o sofrimento é emocional, mesmo quando ele ainda não virou sintoma físico.
A terapia oferece um espaço onde aquilo que pesa pode ser nomeado, elaborado e ressignificado. Um espaço de escuta, de reconstrução interna, de reconexão entre mente e corpo. Não é preciso esperar chegar ao limite para pedir ajuda.
Se o seu silêncio tem gritado através de dores, cansaço excessivo ou falta de ar, não ignore, procure ajuda. A psicoterapia e as práticas de presença são caminhos para que você não precise mais carregar o indizível no corpo. Afinal, quando a mente faz as pazes com a própria história, o corpo finalmente encontra o descanso.
Escrita Terapêutica: quando as palavras se tornam um espaço de cura
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Lays de Almeida – Psicanalista
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