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A ampliação do Hospital Padre Luiz Heinen, em Caxambu do Sul, promete transformar a saúde regional com nova estrutura, mais leitos e ampliação das especialidades.
O Hospital Padre Luiz Heinen, em Caxambu do Sul, no Oeste catarinense, está passando por uma ampla modernização que deve impactar diretamente a saúde de toda a região. O município, que fica a cerca de 30 quilômetros de Chapecó, projeta um investimento total de R$ 4 milhões em recursos próprios para ampliar a estrutura hospitalar.
A primeira etapa da obra já foi concluída, com a implantação de duas novas salas cirúrgicas e uma Central de Material e Esterilização (CME). Nessa fase, o investimento foi de R$ 1,5 milhão, com início das obras em novembro de 2024.
Os procedimentos via CISAMOSC já começaram em dezembro do ano passado. A partir de março, as cirurgias também passam a ser realizadas no novo bloco cirúrgico por meio do consórcio.
Em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS), o município aguarda homologação do Estado. A expectativa é que a liberação ocorra ainda em março, permitindo o início dos atendimentos ambulatoriais e, possivelmente em abril, as primeiras cirurgias pelo SUS no novo espaço.
A estimativa é realizar entre 300 e 350 cirurgias por mês, contemplando sete especialidades: cirurgia geral, urologia, vascular, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia e ginecologia.
A próxima fase da ampliação prevê uma estrutura considerada robusta para um município de aproximadamente 5 mil habitantes. O projeto contempla 124 leitos no total, sendo:
100 leitos clínicos e cirúrgicos
24 leitos de UTI
Além disso, estão previstas mais cinco salas cirúrgicas e a implantação de um moderno centro de diagnóstico por imagem, com ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, sala de endoscopia e colonoscopia.
O início dessa etapa depende da confirmação de repasses, com previsão de começar ainda em março.
Segundo o vice-prefeito Ivanor Sfreddo, com a ampliação, o hospital poderá receber cerca de 500 pacientes por dia, tornando-se referência regional em especialidades de maior complexidade e reduzindo deslocamentos para polos como Chapecó, Palmitos e São Carlos.
Atualmente, o hospital conta com cerca de 50 colaboradores.
Com a abertura do novo bloco cirúrgico, esse número deve subir para aproximadamente 70 funcionários diretos, além da ampliação do corpo médico.
Quando a segunda etapa estiver totalmente concluída, a projeção é ainda mais significativa:
400 a 500 colaboradores contratados via CLT
Cerca de 200 profissionais contratados como pessoa jurídica
A ampliação consolida o projeto de transformar o hospital em um polo estratégico de saúde para o Oeste catarinense, fortalecendo a estrutura regional e ampliando o acesso da população a serviços de média e alta complexidade.
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