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Endocrinologista Dr. Leonardo Grossi
Obesidade é uma doença crônica que pode aumentar o risco do desenvolvimento de doenças, como diabetes, pressão alta, colesterol alto, infarto, alguns tipos de câncer ou artrose dos ossos, além de alterações psicológicas, como depressão e ansiedade.
A obesidade pode ser provocada por diversos fatores, como consumo exagerado de alimentos, falta de atividade física, mas que também pode estar relacionada com questões psicológicas, predisposição genética e alterações hormonais.
Assim, na suspeita de obesidade, é importante consultar o endocrinologista, clínico geral ou pediatra, para que seja feita uma avaliação completa e seja indicado o tratamento adequado, que pode ser feito com mudança dos hábitos alimentares, práticas de atividade física, uso de medicamentos e cirurgia bariátrica.
Sintomas da obesidade
A pessoa com obesidade pode não apresentar sintomas, principalmente se for classificada em grau 1, ou leve.
No entanto, podem alguns parâmetros podem ser usados para avaliar a obesidade, como o índice de massa corporal (IMC), que é um cálculo que permite avaliar se a pessoa está dentro do peso que é considerado ideal para a sua altura.
Outro parâmetro usado é a distribuição de gordura corporal, que pode ser verificada medindo-se a circunferência da cintura.
Graus de obesidade
Conforme o IMC, a obesidade é classificada em diferentes graus:
Obesidade grau 1 ou obesidade leve: IMC entre 30,0 - 34,9 kg/m2;
Obesidade grau 2 ou obesidade moderada: IMC entre 35,0 - 39,9 kg/m2;
Obesidade grau 3 ou obesidade mórbida ou grave grave: IMC igual ou superior 40 kg/m2.
Essa classificação é recomendada apenas para adultos, já que para crianças e adolescentes existem cálculos específicos.
Tipos de obesidade
Existem dois tipos de obesidade, conforme a distribuição da gordura pelo corpo: a obesidade periférica, ou ginoide, onde a gordura corporal se acumula na região do quadril e coxa, onde os quadris são quase arredondados e os glúteos maiores em comparação com outras pessoas.
Já na obesidade abdominal, ou obesidade androide, a gordura se deposita principalmente no abdômen e na cintura, podendo também surgir em outras partes do corpo, como tronco, nuca, pescoço e ombros. Este tipo de obesidade está relacionado com o maior risco de doenças como diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardíacas.
Obesidade infantil
A obesidade infantil é o ganho excessivo de peso durante a infância, podendo causar baixa autoestima e complicações como diabetes tipo 2, dor nos joelhos, apneia do sono e cansaço fácil.
Geralmente, a obesidade infantil é causada por hábitos alimentares pouco saudáveis e uma vida pouco ativa, mas também pode surgir devido a desequilíbrios hormonais ou síndromes genéticas específicas, em alguns casos.
Obesidade na adolescência
Assim, como a obesidade infantil, a obesidade na adolescência também pode provocar baixa autoestima, além de poder provocar o surgimento de problemas de saúde, como diabetes, gordura no fígado e depressão.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da obesidade pode ser feito pelo endocrinologista, pediatra ou clínico geral, através da avaliação física e do histórico de saúde da pessoa, além do peso, altura e cálculo do IMC.
Se acha que pode estar com obesidade, marque uma consulta com o especialista mais próximo de você:
Para confirmar o diagnóstico, o médico também avalia o percentual de gordura corporal, através de ferramentas como bioimpedância, circunferência abdominal, relação cintura-quadril e exames de sangue, como dosagem de TSH, T4 livre, colesterol, glicose e cortisol.
Obesidade é doença?
Embora seja popularmente considerada falta de força de vontade, a obesidade é uma doença crônica causada por diversos fatores e que pode estar associada ou causar outras doenças, necessitando, assim, de tratamento médico.
Principais causas
As principais causas da obesidade são:
Maus hábitos alimentares;
Falta de exercícios físicos;
Problemas psicológicos, como ansiedade e estresse;
Predisposição genética;
Alterações hormonais.
Além disso, o uso de alguns medicamentos, como corticoides, anticonvulsivantes e antipsicóticos também podem, como efeito colateral, aumentar o risco de obesidade.
Como é feito o tratamento
O tratamento da obesidade é feito por uma equipe multidisciplinar, com endocrinologista, nutricionista, psiquiatra e/ou psicólogo, e inclui o uso de medicamentos, exercícios físicos, psicoterapia, dieta e cirurgia bariátrica.
1. Medicamentos
Alguns medicamentos, como sibutramina, orlistate, naltrexona com bupropiona, liraglutida, semaglutida e tirzepatida podem ser indicados pelo médico para ajudar na perda de peso.
A retratutida é outro medicamento que está em fase de testes clínicos e que poderá ser indicado futuramente para tratar a obesidade.
2. Alimentação saudável
A alimentação para tratar a obesidade deve ser saudável e orientada pelo nutricionista, priorizando-se os alimentos naturais, como frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas, proteínas magras e tubérculos. Veja como fazer uma alimentação saudável.
Além disso, é importante também diminuir a ingestão de alimentos ricos em gorduras e açúcares, como bolachas, sorvetes, molhos prontos e refeições do tipo fast food, porque geralmente são ricas em açúcar e gordura, aumentando as calorias da dieta.
3. Exercícios físicos
A prática de exercícios físicos, orientados por um preparador físico, é fundamental para tratar a obesidade, porque ajuda a aumentar o gasto calórico diário, além de manter a saúde e evitar o surgimento de outras doenças.
Assim, é aconselhado fazer 150 minutos de atividades de intensidade moderada por semana, que equivale a cerca de 30 minutos 5 vezes por semana, incluindo bicicleta, natação, dança e musculação, por exemplo.
4. Psicoterapia
A psicoterapia, como terapia cognitivo comportamental, pode ajudar a mudar a forma como a pessoa pensa sobre a comida e a alimentação e também a reconhecer quando e por que come. Conheça melhor sobre a terapia cognitivo comportamental.
5. Cirurgia bariátrica
Nos casos mais graves, o médico pode indicar a realização da cirurgia bariátrica, um tipo de cirurgia de redução do estômago, que diminui a quantidade de comida tolerada pelo estômago ou modifica o processo natural de digestão, reduzindo a quantidade de calorias absorvidas, facilitando, assim, a perda de peso.
No entanto, por ser um procedimento que geralmente é muito invasivo, a cirurgia bariátrica é indicada somente quando já se tentou outras formas de tratamento e não se obteve resultados, ou quando o excesso de peso coloca a vida da pessoa em risco.
Consequências da obesidade
As possíveis consequências da obesidade para a saúde são:
Diabetes tipo 2, pois o excesso de gordura abdominal causa alterações hormonais, provocando uma resistência ao hormônio insulina;
Colesterol alto, já que a obesidade também causa o acúmulo de gordura, aumentando o risco de AVC e infarto, por exemplo.
Pressão alta, porque o excesso de gordura nos vasos sanguíneos, dificulta a circulação de sangue, forçando o coração a trabalhar com mais força;
Problemas respiratórios, pois a gordura diminui a capacidade do diafragma e causa inflamação nas vias aéreas, podendo provocar asma e apneia do sono;
Impotência e infertilidade, devido a alterações hormonais e dificuldades na circulação de sangue;
Aumento do risco de alguns tipos de câncer, como de mama, intestino, fígado e pâncreas;
Doenças hepáticas, como gordura no fígado e cirrose;
Varizes e úlceras venosas, por conta de alterações nos vasos e na circulação sanguínea;
Acantose nigricans, que são manchas escuras no pescoço, axilas e virilhas, causadas pela resistência insulínica, ou pré-diabetes.
A obesidade também pode causar refluxo, dores no corpo, principalmente nas costas, pernas, joelhos e ombros, dificuldade para fazer esforços físicos, além de ansiedade e depressão, devido a insatisfações com a imagem corporal e compulsão alimentar.
Como evitar a obesidade
Algumas dicas para evitar a obesidade são: manter uma alimentação saudável, diminuir a ingestão de alimentos ultraprocessados, praticar exercícios físicos regularmente, equilibrar o estresse e ter boas noites de sono.
Como evitar a obesidade infantil
Para evitar a obesidade infantil, é aconselhado que os pais ou responsáveis estimulem a prática de atividades físicas e brincadeiras ativas e em grupos, por exemplo, que ajudam na socialização, gasto de energia e equilíbrio emocional.
Além disso, é recomendado também limitar a ingestão de alimentos pouco saudáveis, como doces e refeições do tipo fast-food, e o tempo de uso de telas como celular, televisão e tablet.
Objetivo é garantir que a população tenha acesso rápido ao tratamento em casos de emergência.
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