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Fotógrafo que chegou a ter 95% do corpo coberto por desenhos faria procedimento em São Paulo. Especialistas descartam relação entre o laser e o surgimento do tumor.
A expectativa de Leandro de Souza, conhecido por ter sido considerado o "homem mais tatuado do Brasil", era passar pela sétima sessão de remoção de tatuagens do rosto na terça-feira (11). Porém, durante a triagem feita pelo biomédico Giancarlo Pincelli, foi descoberto um tumor na bexiga, e o procedimento foi adiado.
As sessões são realizadas em uma clínica de Franco da Rocha (SP). Ainda não se sabe se o tumor é benigno ou maligno.
O homem, que é natural de Bagé (RS), chegou a ter 95% do corpo coberto por mais de 170 tatuagens, feitas ao longo de duas décadas. A marca foi registrada oficialmente em um evento internacional realizado em Santa Rosa, no Noroeste gaúcho.
Há cerca de dois meses, Leandro foi diagnosticado com insuficiência renal.
Ele havia se mudado para Petrolina, em Pernambuco, em fevereiro deste ano, após ganhar uma bolsa de estudos no Seminário Evangélico Betânia (SEB), para cursar teologia. Ele ficaria por quatro anos na instituição, mas, devido aos problemas de saúde, retornou ao RS no mês de junho, após concluir um semestre de estudos.
O fotógrafo e influenciador digital atua como autônomo e, em busca de melhores oportunidades de trabalho, se mudou em julho para São Paulo.
Foi durante a triagem antes da sessão de laser que seria feita nesta terça-feira que o biomédico Giancarlo Pincelli, responsável pela remoção das tatuagens, decidiu encaminhá-lo para exames.
"Comecei a questionar sobre o problema de saúde dele, como é que ele estava. Pensei, eu vou fazer uma ultrassonografia nele. Aí eu liguei para um amigo, médico radiologista, especialista em ultrassonografia", explica Pincelli.
O exame de imagem mostrou o tumor na bexiga. De acordo com ele, o tumor mede cerca de 6 centímetros por 5 centímetros.
Os profissionais então orientaram Leandro a buscar tratamento com urgência. Os próximos passos incluem acompanhamento com especialistas em urologia e oncologia.
Os especialistas descartam qualquer relação entre a remoção das tatuagens e o surgimento do tumor. "Fiz diversas perguntas chaves lá para o médico e ele falou já não ter nada a ver com o processo de remoção de tatuagem, que já está aqui há muito tempo", diz Pincelli.
Em pronunciamento nas redes sociais nesta terça-feira, Leandro contou que exames anteriores não haviam identificado o problema, o que teria levado apenas à prescrição de remédios para controlar os sintomas.
No vídeo, ele também descreveu sintomas que vinha apresentando há algum tempo, como necessidade frequente de urinar, inclusive durante a noite, além de episódios de incontinência urinária e presença de sangue na urina.
Ao anunciar o diagnóstico, ele pediu orações e ajuda financeira para custear o tratamento.
Apesar da descoberta, Leandro afirmou que mantém a esperança na recuperação e disse acreditar que conseguirá superar a doença com o apoio da família, dos seguidores e dos profissionais de saúde que passarão a acompanhá-lo.
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