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Médica explica que produção de leite depende do estímulo da sucção e destaca a importância do apoio desde os primeiros momentos após o parto.
O aleitamento materno ainda é cercado por dúvidas e informações equivocadas que podem gerar insegurança para gestantes e puérperas. Em alusão ao Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre a importância da amamentação, a especialista Silvia Regina Piza, presidente da Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), esclarece os principais mitos e verdades relacionados ao tema.
Entre as dúvidas mais comuns está a crença de que o tamanho das mamas interfere na produção de leite. Segundo a especialista, isso é um mito. Embora as mamas passem por alterações durante a gestação para se preparar para o aleitamento, a produção de leite depende principalmente do estímulo causado pela sucção do bebê. Quanto mais frequente e eficiente for esse estímulo, maior tende a ser a produção.
Outro ponto abordado é a cesariana. De acordo com a médica, o parto cirúrgico pode atrasar a apojadura, processo conhecido como a "descida do leite" , mas não impede que a amamentação seja bem-sucedida. O contato pele a pele logo após o nascimento e o início da amamentação ainda na primeira hora de vida ajudam a estimular a produção do leite.
A especialista também alerta que sentir dor intensa durante a amamentação não deve ser considerado normal. Apesar de algum desconforto inicial ser esperado, dores fortes podem indicar problemas como pega inadequada, fissuras ou inflamações, situações que exigem avaliação e acompanhamento profissional.
Segundo ela algumas condições de saúde, como obesidade, diabetes e síndrome dos ovários policísticos, também podem dificultar o início da produção de leite devido a alterações hormonais e metabólicas. No entanto, com orientação adequada e acompanhamento especializado, essas mulheres podem amamentar normalmente.
Outro alerta diz respeito ao uso de fórmulas infantis na maternidade. Em casos de parto de risco habitual e quando mãe e bebê estão saudáveis, a recomendação é manter o recém-nascido em alojamento conjunto e oferecer o peito em livre demanda. O uso de fórmula sem indicação clínica pode reduzir a frequência das mamadas e comprometer o estímulo necessário para a produção do leite materno.
Por fim, a médica reforça que a pega correta é mais importante do que o formato do mamilo. Mesmo mulheres com mamilos planos ou invertidos podem amamentar com sucesso, desde que recebam orientação adequada para posicionar o bebê corretamente durante as mamadas.
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