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Demonstração inédita em Santa Catarina detalhou as camadas de proteção, o registro dos votos e as formas de auditoria do sistema eleitoral.
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) realizou, nesta segunda-feira (3), uma demonstração sobre o funcionamento da urna eletrônica e os mecanismos utilizados para proteger o processo de votação. Pela primeira vez no estado, um equipamento foi aberto e desmontado ao vivo durante uma apresentação pública.
O evento “Conheça a Urna Eletrônica por Dentro” foi realizado na sede do TRE-SC e integrou a primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em diferentes estados.
A programação reuniu jornalistas e profissionais de Tecnologia da Informação de instituições públicas e privadas. Durante a atividade, os participantes acompanharam a retirada da urna de sua caixa de transporte e a desmontagem de componentes como tela, parafusos e placas-mãe.
O procedimento foi conduzido pelo assessor técnico eleitoral e de voto informatizado do TRE-SC, João Sebastião de Andrade, com explicações dos servidores a cada peça retirada.
Para o presidente do Tribunal, desembargador Carlos Roberto da Silva, a iniciativa busca aproximar a população do funcionamento do sistema eleitoral e ampliar o acesso a informações sobre a segurança do equipamento.
“Nós precisamos fortalecer ainda mais a confiança no processo eleitoral e reafirmar a compreensão de que a democracia se protege com informação qualificada”, afirmou.
Durante a apresentação, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-SC, Samuel Fernandes Ribeiro, explicou que o sistema eletrônico de votação possui 30 camadas de segurança, organizadas em quatro grandes áreas: hardware, software, caminho do voto e totalização.
Segundo ele, a segurança começa ainda na fabricação do equipamento, com uma especificação técnica de aproximadamente 500 páginas, e acompanha todo o processo de desenvolvimento dos programas, geração das chaves de proteção e totalização dos resultados.
O secretário destacou que a urna eletrônica não possui conexão com a internet. Conforme apresentado pelo TRE-SC, o software utilizado no equipamento é desenvolvido pela equipe técnica do TSE e conta com tecnologia de criptografia da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
A criptografia atua na proteção da integridade das informações e na preservação do sigilo do voto.
O TRE-SC também apresentou o funcionamento do Registro Digital do Voto (RDV). O sistema registra os votos recebidos pelo equipamento sem relacioná-los à identificação dos eleitores.
Dessa maneira, a urna consegue computar o comparecimento e os votos registrados, mantendo separadas as informações sobre quem votou e a escolha realizada.
De acordo com a explicação apresentada, cada urna possui um código próprio, comparado a um “DNA” do equipamento. Esse código é conferido e validado pelo TSE durante a totalização dos resultados.
O procedimento também é utilizado quando uma urna precisa ser substituída. Nesse caso, chamado de contingência, o código do novo equipamento é informado para que os votos registrados antes e depois da troca sejam contabilizados.
Para demonstrar esse processo, o evento apresentou uma urna danificada por um eleitor em 2018. Apesar dos danos no teclado e na estrutura física, as placas e a mídia que armazenavam as informações não foram atingidas, permitindo a preservação dos votos registrados antes da substituição do equipamento.
Outro mecanismo apresentado foi o Boletim de Urna, documento emitido pelo equipamento após o encerramento da votação com os resultados daquela seção eleitoral.
Segundo o coordenador de Eleições do TRE-SC, Paulo Dionísio Fernandes, são impressas obrigatoriamente cinco vias do boletim, mas o presidente da seção pode emitir até dez.
Para as Eleições 2026, haverá uma novidade: os dois últimos eleitores presentes na seção serão convidados a acompanhar o encerramento da votação e poderão levar uma via do Boletim de Urna.
O diretor-geral do TRE-SC, Gonsalo Ribeiro, também relembrou a passagem do voto em cédulas de papel para o sistema eletrônico e destacou os avanços relacionados à velocidade da apuração.
“Exaltar a transparência, integridade e auditabilidade da urna é reafirmar a legitimidade da vontade popular”, declarou.
A demonstração completa da abertura e desmontagem do equipamento está disponível no canal indicado pelo TRE-SC. ASSISTA ABAIXO:
Serviços de saúde devem prestar assistência sem exigir boletim de ocorrência; atendimento inclui apoio médico, psicológico e medidas de prevenção.
Durante a ligação, menina explicou o ocorrido, deu direções para a chegada do socorro e orientou a avó a estancar o ferimento.
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