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Investigação e perícia concluíram que agente disparou contra presa em legítima defesa para salvar motorista que estava sendo sufocada com algemas.
O caso de um policial civil que matou uma detenta a tiros dentro de uma viatura em Correia Pinto, na Serra, foi arquivado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A conclusão do caso foi divulgado pelo órgão e apontou que o agente agiu em legítima defesa após ver que Daniela Gonçalves Carvalho, de 32 anos, estava tentando enforcar a condutora da viatura com as algemas.
O arquivamento é a decisão de encerrar uma investigação criminal porque não existem provas suficientes ou motivos legais para processar alguém na Justiça.
Legítima defesa foi comprovada por perícia, diz MPSC
A decisão se baseou em exames periciais e laudos técnicos que comprovaram que a mulher usou as algemas para tentar enforcar a policial que dirigia a viatura durante o transporte.
Para conter a agressão e salvar a vida da colega de trabalho, o policial que estava no banco do carona efetuou o disparo. A detenta chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda de acordo com o MPSC, a agressão colocou em risco a vida dos ocupantes e o controle do próprio veículo em movimento.
O orgão também destacou que a versão apresentada pelos policiais foi confirmada pelo conjunto de provas reunido ao longo das investigações.
A perícia constatou lesões no rosto da motorista, posição das manchas de sangue no veículo, localização dos projéteis e reconstituição do crime.
Além disso, o agente que atirou foi submetido a exame toxicológico, que descartou o uso de álcool ou substâncias entorpecentes. Com a comprovação, o MPSC determinou o encerramento das apurações sem denúncia criminal.
Relembre o caso
O episódio ocorreu no dia 21 de janeiro deste ano em trecho da BR-116 na cidade de Correia Pinto.
Daniela e o ex-companheiro foram detidos em São Cristóvão do Sul, cidade próxima, após uma briga na qual o homem tentou matar o atual namorado dela.
Na delegacia, os policiais constataram que já havia um mandado de prisão em aberto contra a mulher pelo crime de roubo.
Durante a transferência dos dois para unidades prisionais na cidade de Lages, o homem foi colocado no compartimento traseiro da viatura.
Daniela, por ter informado aos policiais que estava grávida, foi acomodada no banco traseiro do veículo. No trajeto, o casal iniciou uma discussão e recebeu advertências dos policiais para que se acalmasse.
Em determinado momento, a detenta investiu contra a motorista da viatura, tentando sufocá-la com as correntes das algemas.
O ex-companheiro da mulher segue preso preventivamente e responderá perante o Tribunal do Júri pela tentativa de homicídio cometida em São Cristóvão do Sul e pelos danos causados à cela da delegacia.
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