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Investigação sobre a morte de Gean Kaike dos Santos Menjon, de 21 anos, aponta envolvimento de integrantes de organização criminosa.
A Polícia Civil de Joaçaba prendeu nesta quarta-feira, dia 19, mais dois suspeitos de envolvimento no homicídio de Gean Kaike dos Santos Menjon, de 21 anos, elevando para sete o total de pessoas presas pelo assassinato do jovem no dia 26 de maio deste ano no bairro Clara Adélia, em Joaçaba.
A vítima foi encontrada morta em uma construção, após estar desaparecida desde o dia anterior. Conforme a investigação, o homicídio foi marcado por extrema violência, com múltiplas lesões provocadas por arma branca, disparos de arma de fogo e posterior carbonização parcial do corpo.
Um dos novos mandados de prisão temporária foi cumprido em Luzerna, a cerca de 8 quilômetros de Joaçaba, Meio-Oeste catarinense. O outro alvo já estava preso no sistema prisional de Chapecó e teve a ordem judicial cumprida dentro da unidade. Segundo a Polícia Civil, o suspeito mantinha contato com integrantes de uma facção criminosa por meio de um celular clandestino.
A corporação informou ainda que uma mulher apontada como integrante em posição de liderança na organização criminosa já havia sido presa no fim de julho, em Jaguaruna, no Sul do estado. A informação era mantida em sigilo para não prejudicar o andamento das investigações.
As prisões realizadas nesta quarta-feira foram feitas por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) e contaram com apoio da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Relembre o caso
O corpo de Gean Kaike foi localizado por familiares no fim da tarde do dia 26 de maio, em uma residência em construção no bairro Clara Adélia. Segundo a Polícia Civil, após a execução, o autor ateou fogo em um cobertor sobre o corpo, provocando a carbonização parcial.
Durante as investigações, a polícia apreendeu roupas com manchas de sangue, uma ferramenta metálica e abraçadeiras de nylon, materiais encaminhados para perícia.
O primeiro suspeito apontado como executor do crime foi preso ainda no dia em que o corpo foi localizado. Depois disso, outras prisões foram realizadas em Joaçaba, Catanduvas e Jaguaruna.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a participação de todos os envolvidos e desarticular a organização criminosa ligada ao homicídio.
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