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Segundo o MP, mulher confessou à PM que chegou a usar cadela para ocultar droga. Crime ocorreu em abril, quando filhote, da raça buldogue, ingeriu a droga dentro de casa.
A ex-tutora da filhote de buldogue francês que ingeriu cerca de 55 pedras de crack foi denunciada por maus-tratos pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Segundo a denúncia, a mulher confessou que chegou a usar a cadela para esconder a droga. Ela também responde a uma ação penal por tráfico.
A cachorra, chamada Antonieta, tinha cerca de 3 meses quando ingeriu a droga na casa da tutora, em Joinville (SC). A cadela foi internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu e foi adotada por outro tutor.
O MP informou que a Justiça seguia analisando a denúncia até 14h45 desta quarta-feira (19). O g1 não conseguiu contato com a ex-tutora. O nome dela não foi informado.
Além da condenação por maus-tratos, o MPSC pediu uma indenização de R$ 38.362,02 pelos danos sofridos pelo animal. O órgão explicou que o dinheiro deverá ser revertido ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados.
O Fundo de Reconstituição de Bens Lesados financia projetos que atendem a interesses da sociedade. Ele é administrado por um conselho gestor composto por representantes de órgãos públicos estaduais e entidades civis.
O MPSC também pediu à Justiça que a mulher perca definitivamente a guarda da cadela. Após a alta da cachorra, ela ficou com um dos policiais militares que atendeu o caso dela.
Como o processo está em segredo, não há informações atualizadas sobre a guarda do animal.
Foi inclusive durante o atendimento da PM ao caso que a ex-tutora confessou ser a dona dos entorpecentes e ter usado a cachorra para esconder a droga. A forma como isso ocorreu, no entanto, não foi detalhada pelo MP.
O processo tramita em segredo de Justiça.
No mesmo dia que a cadela teve alta da UTI, em 3 de maio, a mulher foi detida novamente, desta vez pela Guarda Municipal, após tentar esconder pedras de crack ao ver os agentes. Não há informações se ela foi presa.
O que diz a denúncia?
De acordo com a denúncia, a tutora mantinha a droga em casa, no bairro Jarivatuba, em local acessível ao filhote.
Em 17 de abril, após ingerir o entorpecente, a cadela teve crises convulsivas recorrentes, tremores, rigidez muscular, alterações neurológicas severas, além de complicações respiratórias e gastrointestinais.
O texto divulgado pelo MPSC não esclarece, no entanto, se a ingestão da droga, nesse caso, ocorreu de forma acidental.
O quadro de saúde exigiu atendimento emergencial, endoscopia, internação prolongada, transferência para uma unidade de terapia intensiva veterinária e acompanhamento especializado.
A Promotora de Justiça Simone Cristina Schultz declarou que “a omissão da tutora foi determinante para o sofrimento do animal, que, na condição de garantidora da integridade da cadela, submeteu Antonieta a intenso sofrimento físico".
Tutora também responde por tráfico de drogas
Além do processo por maus-tratos, a tutora também responde a uma ação penal por tráfico de drogas, também feita pelo MPSC. Esse processo tem como base as pedras de crack encontradas dentro da cachorra.
Após a retirada da droga de dentro do animal em uma clínica veterinária, a Polícia Militar foi chamada. A corporação começou, então, a apurar a suspeita de tráfico de drogas que resultou nesta ação penal.
Cachorra ficou três dias na UTI
Relembre os principais pontos do caso
Em 17 de abril, a cachorra ingeriu as pedras de crack;
A cadela foi levada ao veterinário por um casal com uma filha;
O animal tinha sintomas de intoxicação;
A equipe veterinária chamou a PM após constatar que a cadela havia ingerido pedras de crack;
Quando a família voltou para buscar a cachorra, a PM fez o flagrante;
A filha disse que a droga era dela e foi presa;
A audiência de custódia dela ocorreu no dia seguinte e ela foi solta;
A cachorra foi atendida por uma clínica em Joinville;
Em 23 de abril, a cadela foi transferida para Curitiba;
O animal teve alta da UTI em 3 de maio;
No mesmo dia, a ex-tutora foi detida novamente por tráfico de drogas.
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