03 de fevereiro de 2026
Segurança

MP abre procedimento e verifica possibilidade de oferecer denúncia no caso de funcionário de loja em SC alvo de ofensas racistas

Órgão quer obter dados dos envolvidos para obter mais detalhes sobre o que ocorreu. Cliente fez declarações racistas após pedir informações ao funcionário da loja, em Florianópolis.

Por G1/SC

Atualizado em 03/02/2026 | 11:14:00

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um procedimento sobre o caso de um atendente de loja em Florianópolis alvo de ofensas racistas por parte de uma cliente. O órgão quer obter dados dos envolvidos para verificar a possibilidade de oferecer uma denúncia contra a mulher.

O crime aconteceu na quarta-feira (28) e foi flagrado pela câmera de monitoramento da loja (assista acima). A Polícia Civil declarou que investiga o caso pela 7ª Delegacia de Polícia da Capital.

O atendente é Dennys Evangelista da Silva, de 18 anos, que está no primeiro emprego. Ele registrou um boletim de ocorrência. A reportagem não conseguiu contato com a mulher.

'Por isso que eu não gosto de nego'

O caso ocorreu por volta das 9h50 de quarta. As imagens da câmera de monitoramento mostram o momento em que a cliente entra na loja, localizada no bairro Cachoeira do Bom Jesus, no Norte da Ilha de Santa Catarina.

Ela pede uma informação ao atendente sobre outro local. Dennys responde, mas a mulher não gosta do que ouve. Mesmo após ele insistir que o endereço era próximo, ela passa a ofendê-lo com declarações racistas.

"Nego quando não caga na entrada, caga na saída. Pelo amor de Deus. Por isso que eu não gosto de nego".

Segundo Dennys, a mulher queria trocar a tela do celular, mas o técnico responsável pelo serviço não estava na loja naquele momento. Ele explicou a situação e indicou outro estabelecimento, o que teria irritado a cliente.

"Quando falei que o técnico tinha saído, expliquei para ela por que ele tinha saído, sendo que não era minha obrigação explicar, e ela ficou braba porque achou que não estava com vontade de trabalhar”, disse Dennys.
Ele indicou outra loja e, em seguida, foi ofendido. "Na hora, eu fiquei em choque. Só caiu a ficha do que realmente tinha acontecido quando eu cheguei em casa, que daí eu chorei um monte, me senti muito mal", relatou Dennys.

Segundo ele, a parte mais difícil foi contar à mãe.

"Eu cheguei pra minha mãe e a parte mais difícil foi olhar nos olhos dela e ver que ela estava chorando também".

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