05 de fevereiro de 2026
Segurança

Mãe vira ré por tortura e morte de menino de 4 anos em SC; criança chegou em hospital com marcas de agressão

Criança morreu em 17 de agosto e foi levada ao hospital por uma vizinha, em Florianópolis. Padrasto do menino também responde pelos crimes de homicídio qualificado e tortura.

Por G1/SC

Atualizado em 19/12/2025 | 10:44:00

A mãe do menino de 4 anos que morreu em agosto deste ano em Florianópolis com ferimentos pelo corpo virou ré no processo que trata o crime. Com a decisão, Larissa de Araújo Falk vai responder judicialmente por homicídio qualificado e tortura.

A decisão foi tomada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) nessa terça-feira (16), que acolheu recurso do Ministério Público (MP) após o Judiciário inicialmente rejeitar a denúncia contra a mulher. O padrasto da criança, Richard da Rosa Rodrigues, também responde pelos crimes.

Em nota, a defesa da mulher afirmou que, tendo em vista que a decisão proferida não foi unânime, irá recorrer da decisão 

Investigação

O crime foi descoberto após a vítima ser levada ao Multi-hospital da capital desacordada e em parada cardiorrespiratória. O menino havia acabado de completar 4 anos quando chegou nos braços de uma vizinha ao hospital. Médicos tentaram reanimar a criança, mas ela morreu no local. A causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de traumatismo abdominal.

O casal foi detido após a morte, mas a mulher foi solta. O homem, porém, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

A mãe do menino havia sido denunciada pelos mesmos crimes do padrasto: homicídio qualificado e tortura, mas a Justiça entendeu, em primeira instância, que os elementos colhidos na investigação não correspondiam aos crimes da denúncia. Com a nova movimentação, agora ela também é alvo do processo.

Padrasto perguntou à IA: 'O que acontece se ficar enforcando muito uma criança'

A NSC TV teve acesso a um relatório que embasou o inquérito policial sobre o caso. O documento reuniu trocas de mensagens, em dias diferentes, entre a mãe do menino e o padrasto, que apontaram que o homem agredia a criança, com o conhecimento da mãe.

A polícia também descobriu no celular do padrasto uma pesquisa em um aplicativo de inteligência artificial, com sessão ainda ativa no dia da morte do menino. A pergunta feita foi: "o que acontece se ficar enforcando muito uma criança".

O que disse a defesa da mulher

A defesa técnica, capitaneada pelos Advogados Eduardo Dalmedico Ribeiro e Rosimeire da Silva Meira, informa que respeita o acórdão proferido pela 2ª Câmara Criminal do TJSC que, por maioria de votos, determinou o recebimento da denúncia, entretanto, não concorda com a fundamentação apresentada.

Tendo em vista que a decisão proferida não foi unânime, 2 a 1, havendo um voto minoritário que concorda com a tese defensiva, é cabível a oposição de embargos infringentes, que serão apresentados dentro do prazo legal.

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