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Idosa de 83 anos foi encontrada morta dentro de casa, em Guaíra. Laudo apontou causas naturais, mas MP viu indícios de crime.
O Ministério Público do Paraná denunciou o homem que escondeu a morte da própria mãe, de 83 anos, por cerca de 15 dias, em Guaíra, no oeste do estado. Apesar de o laudo apontar morte natural, a Promotoria entendeu que há indícios dos crimes de abandono de incapaz e ocultação de cadáver.
A identidade dele não foi divulgada.
A idosa foi encontrada morta dentro da própria casa, na zona rural de Guaíra, no dia 10 de janeiro. O corpo estava em estado avançado de decomposição, caído no chão de um dos quartos, parcialmente sob a cama. Ao lado, havia um andador, o que indica que a idosa tinha dificuldades de locomoção.
Segundo a Polícia Militar, o filho morava com a mãe e relatou que sabia da morte havia cerca de duas semanas, mas não comunicou o caso por medo de ser acusado de maus-tratos. Ele disse que encontrou a idosa sem vida ao retornar de uma ida ao supermercado.
A morte da idosa só foi descoberta depois que o irmão da vítima, que mora em Goiás, estranhou a falta de contato e viajou mais de mil quilômetros até Guaíra para verificar a situação. Ao chegar, encontrou a irmã morta dentro da residência.
De acordo com o relato do irmão à polícia, o filho tentou impedir a entrada dos familiares na casa.
Após insistência, contou que a mãe havia morrido dias antes. Uma amiga da idosa também afirmou à polícia que esteve no local cerca de 15 dias antes e ouviu do filho que a mulher estaria viajando.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML) atenderam a ocorrência.
A perícia apontou que a morte ocorreu por causas naturais, o que levou a polícia a concluir pelo arquivamento da investigação inicial.
Apesar disso, a 2ª Promotoria de Justiça de Guaíra entendeu que a conduta do filho configura abandono de incapaz e ocultação de cadáver. A denúncia foi apresentada em 10 de fevereiro e aceita pela Justiça três dias depois.
O homem vai responder ao processo em liberdade.
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