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"O problema começa quando ela deixa de ser passageira e passa a ocupar espaço demais", diz terapeuta.
A ansiedade é uma realidade presente na vida da maioria das pessoas atualmente, seja no trabalho, em casa, nas tarefas do dia a dia ou até mesmo nos relacionamentos. Dificuldade de concentração, coração acelerado, pensamentos constantes, nervosismo, inquietação e sensação de nó na garganta estão entre os sintomas mais comuns relatados por quem convive com o problema.
Diante disso, muitas pessoas recorrem a tratamentos com uso de medicamentos, enquanto outras, apesar de sofreram desse mal, ainda são relutantes quando à necessidade.
Mas afinal, é possível controlar a ansiedade sem fazer uso de medicamentos? Segundo a terapeuta integrativa Gabriela Bernardi Tandalo, é possível sim. Ela explica que a ansiedade, por si só, não é algo anormal.
“A ansiedade faz parte da vida. Ela surge diante do novo, do desconhecido, do que foge ao nosso controle. E controle é a palavra-chave da questão. O problema começa quando ela deixa de ser passageira e passa a ocupar espaço demais, invadindo o corpo, os pensamentos e a rotina”, afirma.
Conforme a terapeuta, muitos pacientes chegam ao consultório questionando se sentir ansiedade significa que há algo errado com eles. Para Gabriela, o contexto atual contribui diretamente para o aumento dos casos.
“Nós vivemos em um tempo acelerado, hiperconectado, com cobranças constantes e um ideal de perfeição difícil de sustentar. Muitas pessoas acordam já conectadas com o mundo antes mesmo de se conectarem consigo mesmas. O corpo, então, entra em estado de alerta constante. E quando não há pausa, o sistema nervoso adoece”, explica.
Sobre o uso de medicamentos, Gabriela destaca que nem sempre eles são a primeira ou única alternativa. “É possível sim tratar a ansiedade sem fazer uso de medicamentos, e, em muitos casos, é necessário começar por aí. A ansiedade não é apenas um desequilíbrio químico. Ela é uma resposta emocional e psíquica a algo que não está bem internamente. Por isso, o tratamento vai muito além de silenciar sintomas. O paracetamol ajuda na febre, mas não na origem dela”, compara.
Na prática clínica, a terapeuta observa que, quando o paciente passa a compreender o que dispara a ansiedade e aprende a regular as emoções, os sintomas tendem a diminuir. “Quando a pessoa reconhece seus padrões de funcionamento, a psicoterapia permite acessar aquilo que o corpo está tentando comunicar: medos, inseguranças, histórias não elaboradas, perdas, exigências internas excessivas e tentativas frustradas de controle”, ressalta.
Segundo ela, práticas como atividade física, organização da rotina, Reiki, escuta terapêutica e fortalecimento emocional ajudam a devolver ao corpo a sensação de segurança.
Gabriela também explica que sentir ansiedade em situações pontuais é absolutamente esperado. “Sentir ansiedade antes de uma entrevista, de uma mudança ou de gravar um vídeo tem função. Ela prepara, mobiliza e alerta”, afirma. O sinal de alerta surge quando a ansiedade se torna constante, intensa e passa a interferir no sono, no trabalho e nos relacionamentos, além de provocar sintomas físicos frequentes como taquicardia, sudorese, tremores e sensação de fuga.
Entre os sinais que merecem atenção especial estão a preocupação excessiva na maior parte do tempo, crises frequentes, sensação de que algo ruim vai acontecer, medo sem causa concreta, cansaço constante, irritabilidade, dificuldade de concentração e sintomas físicos recorrentes, como falta de ar e tensão muscular.
“Esses sinais indicam que o corpo está sobrecarregado. E ignorá-los não faz com que desapareçam, apenas os intensifica”, alerta.
Quando os sintomas são intensos ou incapacitantes, a busca por um psiquiatra pode ser necessária. A terapeuta reforça que os medicamentos têm papel em alguns casos, mas não substituem o processo terapêutico.
“A medicação pode aliviar o sintoma, mas é a psicoterapia que trata a causa. O ideal é que qualquer decisão sobre o uso de medicamentos seja feita de forma cuidadosa, individualizada e por um médico, sempre integrada ao acompanhamento terapêutico”, orienta.
Para Gabriela, o mais importante é mudar a forma como a ansiedade é vista. “Buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza. É um gesto de responsabilidade emocional e autocuidado”, destaca.
Ela finaliza com uma reflexão:
“Costumo dizer que toda ansiedade merece um abraço. Ela não aparece por acaso. Ela surge quando algo dentro de nós precisa ser visto, reconhecido e cuidado. Mais do que calar a ansiedade, precisamos compreendê-la. Quando isso acontece, o corpo encontra novas formas de se organizar e a vida volta a fluir com mais presença e equilíbrio”, explica Gabriela.
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