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O companheiro dela, coproprietário do estabelecimento, está foragido. A mulher é investigada pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo.
Uma mulher suspeita de manter uma casa de prostituição e de submeter funcionárias a condições análogas à escravidão foi presa pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (10) em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.
O companheiro dela e coproprietário do estabelecimento, Adelar Antônio Goldoni, está foragido. Ele tem uma condenação de quase 24 anos de prisão por tortura, estupro e por manter casa de prostituição.
Segundo o Artigo 229 do Código Penal, é crime "manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente".
A investigação apontou que o casal cobrava pelo uso dos quartos e descontava dos ganhos das garotas de programa valores referentes a alimentos e bebidas.
Os suspeitos também cobravam multas abusivas em caso de "faltas", como não limpar os cômodos ou sair com clientes para fora do estabelecimento.
Com essas cobranças, algumas mulheres acabavam acumulando dívidas de até R$ 10 mil e eram impedidas de deixar a casa, localizada às margens da BR-470, enquanto tivessem esses débitos.
O inquérito policial foi instaurado em 6 de julho de 2026. De acordo com a corporação, o esquema funcionava por meio do confinamento das vítimas.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Navegantes, com apoio da Delegacia de Balneário Piçarras e da Delegacia de Combate às Drogas de Itajaí.
Três mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.
Crime foi descoberto pelo Conselho Tutelar
O crime foi descoberto depois que o Conselho Tutelar e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) souberam da presença de crianças, filhas de três funcionárias, no local.
Para resgatar as crianças e as mães sem alertar os suspeitos, as equipes usaram uma "história de cobertura". Após a retirada das três vítimas, os órgãos informaram a polícia sobre o caso.
Uma "história de cobertura" é uma narrativa fictícia, álibi ou identidade falsa criada para encobrir uma operação sigilosa, proteger agentes ou ocultar o verdadeiro propósito de uma investigação.
Durante a operação nesta quinta-feira, a administradora foi presa e encaminhada ao Presídio de Itajaí, onde permanece à disposição da Justiça. Ela é investigada pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo.
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