04 de junho de 2026
Segurança

Crystal recolhe lote de água mineral após detecção de bactéria em análise da Vigilância Sanitária

Fabricante afirma que mais de 300 análises posteriores tiveram resultado negativo e que ocorrência estaria restrita a um único lote do produto.

Por Oeste Mais

Atualizado em 04/06/2026 | 11:01:00

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário de um lote de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto coletada durante fiscalização da Vigilância Sanitária do Distrito Federal. A medida foi publicada nesta quarta-feira, dia 3, por meio da Resolução nº 2.247/2026.

O recolhimento envolve o lote LZ1 VAL 200127 3 P 200126, envasado em janeiro deste ano pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia, Goiás. O lote é composto por cerca de 374,4 mil garrafas de 500 ml.

Segundo informações apresentadas à Anvisa, as unidades foram distribuídas no Distrito Federal, em municípios específicos de Goiás e Tocantins, além de cidades do interior de São Paulo.

A fabricante informou que o produto foi comercializado apenas no Distrito Federal, nos municípios goianos de Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás, Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão, nas cidades tocantinenses de Arraias, Combinado e Novo Alegre, além de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí, em São Paulo.

A contaminação foi identificada após análise realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) em uma amostra coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). O resultado foi posteriormente confirmado por exame de contraprova, que originou o laudo fiscal definitivo.

Com a confirmação da presença da bactéria, a Vigilância Sanitária determinou a interdição do lote e comunicou o caso à Anvisa, que proibiu a comercialização, distribuição e consumo das unidades afetadas.

Empresa fala em recolhimento preventivo

Em nota, a Mineração Bom Jesus classificou a medida como um recolhimento preventivo e voluntário. A empresa afirmou que, desde a notificação do caso, realizou mais de 300 análises em produtos e no processo produtivo, todas com resultado negativo para microrganismos indicadores de contaminação.

A fabricante também informou que a bactéria foi identificada em uma única amostra coletada em um ponto de venda específico do Distrito Federal e destacou que não há registro de reclamações de consumidores relacionadas ao lote nos canais oficiais de atendimento.

Segundo a empresa, cerca de 99,2% das unidades já haviam sido retiradas do mercado e, devido ao alto giro do produto, não há indicação de que o lote ainda esteja disponível para compra.

A MBJ ressaltou ainda que a investigação interna segue em andamento e que os indícios apontam para uma ocorrência restrita ao lote recolhido. A empresa afirmou que a unidade de Luziânia continua operando normalmente, mantendo os processos de controle de qualidade e segurança.

Orientação aos consumidores

A Anvisa orienta os consumidores a verificarem se possuem garrafas do lote LZ1 VAL 200127 3 P 200126, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. Caso tenham o produto em casa, a recomendação é não consumir a água.

A fabricante informou que consumidores que ainda possuírem unidades do lote devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para receber orientações sobre substituição ou reembolso.

A investigação do caso segue sendo acompanhada pela Anvisa e pelos órgãos de vigilância sanitária envolvidos. Até o momento, as informações disponíveis indicam que a ocorrência está restrita ao lote informado.

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