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João Guilherme Corrêa estava foragido desde 2025 e foi localizado na região de Pavia, perto de Milão, após alerta internacional.
O brasileiro João Guilherme Corrêa, procurado pela Interpol, foi preso neste sábado (27) na região de Pavia, perto de Milão, na Itália. Segundo informações obtidas pela TV Globo, ele tinha um mandado de prisão preventiva emitido pela 7ª Vara Federal de Florianópolis, em Santa Catarina.
Corrêa estava foragido desde 2025. Conforme a reportagem, ele é investigado por envolvimento em uma organização criminosa neonazista. Informações obtidas a partir da apreensão de celulares de pessoas próximas ao foragido, neste ano, auxiliaram na localização dele em território italiano.
De acordo com a Polícia Federal, as apurações estão relacionadas a crimes previstos na Lei nº 7.716/1989, que trata de discriminação racial, e na Lei nº 12.850/2013, referente à constituição, promoção, financiamento ou integração de organização criminosa.
Em 2022, João Guilherme Corrêa havia sido preso por integrar uma célula neonazista interestadual em Santa Catarina. Ele era personal trainer no Paraná e já respondia a acusações relacionadas a um duplo homicídio que vitimou um casal em 2009, na região metropolitana de Curitiba.
Na época, o Ministério Público de Santa Catarina informou que o grupo investigado agia com exaltação à ideologia fascista e apologia ao nazismo.
A prisão foi realizada por autoridades italianas após alerta da Interpol. Corrêa era alvo da Difusão Vermelha, mecanismo usado para localizar e prender pessoas procuradas internacionalmente.
O delegado Umberto Ramos, que está em Roma, informou à TV Globo que o brasileiro ficará preso em um presídio de Milão enquanto aguarda os trâmites de extradição.
O procedimento, segundo o delegado, pode levar de seis meses a um ano.
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