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Idosa de 65 anos está internada desde o dia do crime, na última quinta-feira (11), após ser baleada. Autor é libanês e matou a própria companheira, filha da idosa, e os enteados.
A única sobrevivente da chacina que terminou com a morte da filha dela, de 40 anos, e dos dois netos em Joinville (SC) está "completamente lúcida e lembra de tudo" uma semana após o crime, divulgou uma sobrinha nas redes sociais. Após atirar com uma pistola nas vítimas, Ramzi Mohsen Hamdar, libanês de 49 anos, cometeu suicídio.
Segundo o Hospital São José, Rita de Cássia Pereira Araújo Silva, de 65 anos, segue internada em estado estável, apresentando melhora do quadro clínico nesta quinta-feira (18).
O crime ocorreu na última quinta (11), quando o autor dos tiros matou a própria companheira, filha da idosa, e dois enteados.
Em uma publicação nas redes sociais, a sobrinha Allana Lemos disse que a tia voltou a sentar, comer e conversar.
"Está forte como uma rocha. Nos relatou algumas coisas. Deus vai acalentar e nos confortar", escreveu.
Quem eram mãe e filhos mortos dentro de casa por libanês
O QUE SE SABE sobre libanês que matou mulher e enteados
O triplo homicídio aconteceu na casa da família, no bairro Saguaçu, por volta das 3h. As vítimas foram identificadas como:
Ingrid Lolly Araújo Silva Berilo, de 40 anos: mãe dos menores e companheira de Ramzi;
Davi Silva Pires, de 15 anos;
Letícia Santana Silva, de 11 anos.
O caso foi descoberto após o irmão do suspeito acionar a Polícia Militar e relatar que encontrou o homem no chão e com uma pistola calibre.380 na mão. Vizinhos disseram aos investigadores que ouviram mais de 20 disparos de arma de fogo e diversos gritos vindos da residência.
Ainda, conforme o relato do familiar, o casal enfrentava problemas conjugais e financeiros. A suspeita, segundo a polícia, é que o crime esteja relacionado com o histórico violento do homem.
"A motivação que entendemos era o perfil dele mesmo. Ele era uma pessoa extremamente violenta. A ex-companheira já relatou vários acontecimentos, que era do perfil dele. Possivelmente, foi um gatilho que tenha desagradado na convivência conjugal", disse o delegado Rafaello Ross.
A investigação aponta que Ramzi teria atirado primeiro contra a companheira, Ingrid. Em seguida, matou a enteada de 11 anos, que estava em outro cômodo, e depois o adolescente. A sogra foi baleada logo depois. Por fim, o homem tirou a própria vida.
Ramzi morava em Joinville há pelo menos 25 anos e vivia com Ingrid há cerca de um ano. Ele tem dois filhos de um relacionamento anterior e uma filha que vive fora do Brasil e possuía antecedentes criminais registrados em 2022 e 2023 e chegou a cumprir medidas cautelares.
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Vizinhos escutaram os gritos da mulher e acionaram a polícia.
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