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Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, era considerado foragido. Ele foi abordado enquanto saía de um carro. Crime aconteceu em Sarandi e três pessoas foram assassinadas. O g1 tenta identificar a defe
Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, foi preso em Balneário Camboriú (SC). Ele é suspeito de matar três pessoas da mesma família em uma chacina em Sarandi, no Norte do Paraná, e estava foragido. A investigação mostrou que as vítimas foram assassinadas por engano.
O g1 tenta identificar a defesa de Jhonatan.
Os assassinatos aconteceram na noite do dia 22 de maio, em um bar. As vítimas — um casal e o primo adolescente de um deles — foram surpreendidos pelo atirador, que fugiu em seguida (veja no vídeo acima). A investigação da Polícia Civil apurou que o crime foi motivado por uma disputa territorial do tráfico e que o atirador teria se equivocado ao atingir a família.
A prisão do suspeito aconteceu na noite desta terça-feira (2), em uma operação conjunta entre a Polícia Militar do Paraná e de Santa Catarina.
Segundo o relatório divulgado pela corporação, Jhonatan foi abordado no momento em que estava desembarcando de um veículo de corridas de aplicativo.
Ele foi encaminhado ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí.
No dia 27 de maio, a polícia prendeu preventivamente Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, suspeito de ajudar o atirador. Três dias depois, Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, suspeito de ser o mandante do crime, foi preso em uma operação.
O g1 entrou em contato com a defesa de Paulo, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 também tenta identificar a defesa de Gabriel.
A Polícia Militar informou que uma equipe estava em patrulhamento pela cidade quando ouviu os disparos. Em seguida, os agentes encontraram três pessoas caídas em frente ao bar, que fica no Jardim Verão.
Os policiais fizeram diligências na região em busca do suspeito e encontraram um colete balístico, uma pistola e dois carregadores abandonados em uma calçada.
Nas imagens, é possível ver que o atirador chega e, ainda no meio da rua, dispara contra as pessoas que estão sentadas em frente ao bar. Um cliente conseguiu fugir. Em seguida, o atirador entra no estabelecimento, mas logo aparece fugindo do local.
Conforme as investigações, Paulo, o motorista que levou Jhonatan ao local, percebeu a aproximação da polícia e fugiu sem esperar pelo atirador.
As vítimas foram identificadas como:
Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos — esposa de Rafael;
Rafael Moreira do Amaral, 37 anos — marido de Jéssica;
Matheus Souza do Amaral, de 15 anos — primo de Rafael.
Os dois adultos morreram no local. Matheus foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e foi levado até o Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos. Além de primo de Rafael, ele é filho do dono do bar onde o crime aconteceu.
Conforme a PM, as vítimas não tinham antecedentes criminais.
Suspeita teria assumido identidade de menina de 12 anos, conquistado a confiança de uma comunidade religiosa e permanecido por cerca de 14 meses na casa das vítimas.
Vitor Gabriel Mezette, de 15 anos, chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu e morreu no hospital.
Polícia Militar também registrou crimes de desobediência, desacato e resistência durante a ocorrência no bairro Bortolon.
Veículo de aplicativo cortou a frente da moto ao fazer uma manobra de retorno na SC-283.
Residência foi completamente destruída pelo fogo no interior de Lebon Régis.
Mia Bisparo, de 21 anos, conta que o desentendimento começou após ofereceu dinheiro em espécie ao condutor da plataforma 99. Segundo a PM, há relatos de que a jovem também foi arrastada por ele.