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Mia Bisparo, de 21 anos, conta que o desentendimento começou após ofereceu dinheiro em espécie ao condutor da plataforma 99. Segundo a PM, há relatos de que a jovem também foi arrastada por ele.
A passageira de 21 anos que fraturou o rosto após ser atropelada por um motorista de aplicativo em Florianópolis afirmou que o condutor não aceitou a nota de R$ 100 que ofereceu para pagar a viagem e que se alterou. O caso ocorreu no fim da viagem, na madrugada de sábado (30), após o celular da jovem descarregar e ela oferecer o valor.
"Ele começou a ser agressivo para cima de mim, vindo para cima de mim, gritando comigo. Ele não queria o dinheiro, queria realmente brigar. Em nenhum momento foi por falta de pagamento, eu tinha o dinheiro. Quando eu fui atravessar a rua, ele simplesmente passou por cima", disse Mia Sphie da Silva Bisparo.
Conforme a jovem, a corrida custou R$ 21,90 e finalizou na frente da casa da jovem, no bairro Canajurê. Além dela, estavam no carro a mãe e dois amigos, que não se feriram. A Polícia Civil investiga o caso.
Após atingir a jovem, o homem fugiu e não foi mais encontrado. A Polícia Civil disse que não havia identificado o motorista até a manhã desta terça-feira (2). No entanto, Mia informou que o homem entrou em contato com ela e se prontificou a arcar com despesas médicas.
O g1 não conseguiu contato com ele.
Em nota, a 99 disse lamentar o ocorrido e que o motorista envolvido na ocorrência foi bloqueado da plataforma. Afirmou ainda que uma equipe busca contato com a passageira para acolhimento e orientação sobre o acionamento do seguro (íntegra no fim do texto).
Passageira fratura rosto após ser atropelada por motorista de app
Atendente de telemarketing, a jovem precisou der encaminhada ao hospital Celso Ramos, onde passou o domingo (31). Além da fratura no rosto, ela machucou as mãos e sofreu cortes nas regiões da sobrancelha e dos braços (vídeo abaixo).
Procon pede providências
Após o caso, o Procon de Florianópolis encaminhou um pedido ao Ministério Público (MP) para a instauração de um inquérito civil sobre o caso. No documento, o órgão afirma ser necessário verificar a adequação de protocolos de segurança adotados pela empresa 99.
O Procon também citou a necessidade de adequação de medidas de fiscalização, monitoramento e responsabilização dos condutores cadastrados. Procurado, o MP afirmou ter recebido o pedido por meio da 29ª Promotoria.
O que disse a empresa
A 99 lamenta o ocorrido e informa que possui uma política de tolerância zero para comportamentos ofensivos, atitudes agressivas e quaisquer outras formas de violência, especialmente contra mulheres. O motorista parceiro foi permanentemente bloqueado da plataforma e uma equipe busca contato com a passageira para acolhimento e orientação sobre o acionamento do seguro, que inclui atendimento psicológico e auxílio para despesas médicas. A empresa segue à disposição para colaborar com as autoridades, se necessário.
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