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Condenado por matar a ex com 72 facadas, ele vivia com identidade falsa no Paraguai sem levantar suspeitas.
Mais de 30 anos após o crime, a investigação que levou à prisão de Marcos Panissa revelou que o condenado pela morte da ex-esposa vivia no interior do Paraguai, com identidade falsa, nova família e rotina considerada discreta pelas autoridades.
Ele foi preso na quarta-feira (15), após ser localizado por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), com base em informações compartilhadas pela Polícia Federal brasileira. No mesmo dia, foi entregue às autoridades do Brasil na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu.
O crime contra Fernanda Estruzani Panissa foi em 1989 e ele estava foragido desde 1995. À época, ela foi morta com 72 facadas por ciúmes.
Panissa levava uma vida "pacata" na cidade de San Lorenzo, onde morava com a companheira e uma filha adulta. Ele trabalhava no comércio de ferragens e não levantava suspeitas da polícia.
De acordo com as autoridades, a atual esposa e a filha não sabiam da verdadeira identidade, nem do crime cometido no Brasil. Panissa, condenado a prisão, era procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, na sigla em inglês).
O g1 teve acesso ao nome que Marcos utilizava, mas não o revelará para preservar a identidade da esposa e da filha.
O advogado de Panissa, Antonio Carlos de Andrade Vianna, afirmou que vai analisar a legalidade da prisão e pedir a revisão da pena.
Suspeita teria assumido identidade de menina de 12 anos, conquistado a confiança de uma comunidade religiosa e permanecido por cerca de 14 meses na casa das vítimas.
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