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Homem permanece em estado grave e depende de aparelhos para respirar e comer. Caso aconteceu em Brusque e motivação é investigada.
Uma mulher de 50 anos foi presa suspeita de tentar matar o próprio irmão, de 59 anos, em mais de uma ocasião dentro do Hospital Azambuja, em Brusque, no Vale do Itajaí. Ela teria injetado um líquido desconhecido no corpo da vítima, retirado a traqueostomia do paciente e desligado o oxigênio, segundo a Polícia Civil.
A prisão preventiva autorizada pela Justiça aconteceu dentro da unidade de saúde filantrópica na terça-feira (18). No momento, ela acompanhava o irmão, que está internado desde 31 de março em tratamento contra um câncer.
Procurado, o hospital disse que acionou as autoridades ao "identificar indícios de uma situação atípica envolvendo uma acompanhante, com potencial de comprometer a segurança de um paciente internado" (leia mais abaixo a nota do órgão).
De acordo com o delegado Fernando Farias, as tentativas de matá-lo aconteceram entre 7 e 16 de agosto. Em um dos episódios, foi necessária a intervenção de uma equipe de saúde para estabilizar o paciente.
A vítima depende de aparelhos para respirar e comer devido ao estado de saúde grave por conta da doença. A motivação do crime e a dinâmica das tentativas de homicídio seguem sendo apuradas.
No momento da prisão, os policiais também apreenderam um celular, instrumentos, medicamentos e materiais de uso hospitalar nos pertences da investigada.
Os objetos podem ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos.
"A Polícia Civil destaca que a investigação permanece em andamento e busca esclarecer integralmente as circunstâncias da tentativa de homicídio, bem como reunir os elementos necessários para a responsabilização dos envolvidos", disse a Polícia Civil em nota.
O que disse a unidade de saúde
O Hospital Azambuja informa que, ao identificar indícios de uma situação atípica envolvendo uma acompanhante, com potencial de comprometer a segurança de um paciente internado, a equipe assistencial adotou imediatamente as medidas necessárias para protegê-lo e acionou a Polícia Civil. Desde então, a instituição colabora integralmente com a investigação e permanece à disposição das autoridades.
Em respeito ao sigilo médico, à privacidade do paciente e à investigação em andamento, o Hospital Azambuja não divulgará outras informações sobre o caso.
A instituição reforça que a segurança dos pacientes é prioridade e que situações de risco são tratadas com rigor, responsabilidade e em conformidade com os protocolos assistenciais e legais.
Entre as vítimas estão 21 adultos e duas crianças. Cinco pessoas ficaram feridas, sendo três em estado grave e duas com ferimentos moderados.
Segundo a Polícia Militar, dois tiros foram efetuados para o alto após uma discussão. Uma espingarda modificada, munições calibre .22 e um facão foram apreendidos.
Segundo a Polícia Civil, o homem de 20 anos atuaria no armazenamento e na distribuição de drogas, além da guarda de armas. A investigação também aponta a utilização de adolescentes pelo grupo.
Antônio e Paulo Buscariollo estavam foragidos e foram capturados em um sítio. Carlos Henrique foi preso em outra cidade, enquanto Carlos Eduardo já permanecia detido.
História de Guilherme Bernardo
Caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana). Segundo parentes, agressões começaram após um segurança acusar injustamente Cláudio Rafael Landeiro de roubo.