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Segundo Giulia Falcão, sogros impediram sua entrada e um chaveiro trocou a fechadura do imóvel onde ela vivia com o empresário Ivo Vel Kos; ele foi preso em flagrante por lesão corporal e ameaça, e te
A cirurgiã-dentista Giulia Melo Falcão Vel Kos, de 27 anos, afirma que ainda não conseguiu entrar na casa em que vivia com o marido, o empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo ela, a fechadura do imóvel foi trocada após a prisão do empresário, e agora aguarda uma liminar da Justiça para voltar à residência.
Ivo foi preso na madrugada de sábado (15) após agredir e ameaçar Giulia na casa deles. Após audiência de custódia, ele teve a prisão convertida em preventiva.
“Eu saí do hospital e fui lá [na casa]. Meus sogros proibiram minha entrada, e o chaveiro estava trocando a fechadura. Eu falava com meus funcionários, e eles estavam com medo. Fizeram isso porque defendem o filho”, contou Giulia ao g1.
Ela também disse que todos os seus pertences continuam na residência e que, desde então, está na casa dos pais. "Mas não posso morar aqui."
Giulia também relatou que pediu à Justiça medida protetiva contra Ivo. Até esta terça-feira (18), no entanto, ainda não havia sido concedida.
Ao g1, o advogado de Ivo, Davi Gebara, disse que, "em respeito a ambas as famílias, a defesa não vai se manifestar no momento".
Ivo é conhecido no mercado financeiro por ter sido sócio-fundador da antiga securitizadora Virgo, que ficava na região da Faria Lima. A empresa se envolveu em um escândalo financeiro em 2025 por ter sido alvo de investigação por fraude.
De acordo com o boletim de ocorrência, Giulia relatou que as agressões começaram após uma discussão entre o casal durante o retorno para casa, por volta das 23h. Segundo ela, Ivo desferiu socos contra seu rosto e seu corpo ainda dentro do carro.
Ainda segundo o relato registrado no BO, ao chegar próximo à residência, Giulia tentou sair do veículo e pedir ajuda. Ela afirmou que Ivo continuou a agredi-la com um taco de beisebol e que utilizou uma arma de choque para ameaçá-la. A mulher afirmou que tentou ligar para a Polícia Militar, mas ele pegou o celular dela.
Ao g1, Giulia contou que o trajeto entre o local onde estavam e a casa durava cerca de oito minutos e que as agressões continuaram quando chegaram à rua do imóvel.
"Eu liguei para o 190, ele desligou e pegou meu celular. Eu desci do carro pedindo socorro aos seguranças da rua. Eles não me ajudaram a pedido do Ivo. Eu chorava, gritava, e eles não faziam nada. Nisso ele me desferiu um golpe no rosto", contou.
Giulia disse que conseguiu se trancar no banheiro e tentou novamente chamar a polícia, mas o telefone estava sem linha. Ela afirmou que aproveitou um descuido do marido para fugir novamente para a rua.
"Aproveitei um descuido dele e consegui correr e fugir para a rua novamente aos gritos, o que fez com que todos os vizinhos saíssem e foram eles que me salvaram porque ele ia me matar e disse isso. Os vizinhos afastaram-no de mim e me acolheram em casa até a chegada da polícia", disse.
Giulia publicou um relato sobre as agressões nas redes sociais e fotos do rosto. Segundo ela, decidiu tornar o caso público porque, em episódios anteriores, o marido teria negado as agressões.
"Eu vi a morte de perto. Resolvi mostrar para que minha palavra não deixasse de valer diante da dele. Ela já pratica agressão física contra mim desde o namoro e faz tortura psicológica. Meu marido tem uma imagem de bom-moço, homem de honra. Eu já falei em público diversas vezes e, quando ele nega, ninguém acredita [em mim]", disse.
Prisão
Segundo o boletim, policiais militares foram acionados pelo Copom para atender à ocorrência. No local, os agentes ouviram versões diferentes do casal e constataram lesões aparentes nos dois.
Giulia foi encaminhada à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Norte, onde prestou depoimento e pediu medida protetiva. Os dois foram submetidos a exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).
A delegada de plantão determinou a prisão em flagrante de Ivo Vel Kos por lesão corporal e ameaça, com aplicação da Lei Maria da Penha. Ele também foi indiciado pelos crimes.
No depoimento, Ivo negou ter agredido Giulia dentro do carro e afirmou que ela começou a atacá-lo com socos e chutes. Segundo ele, houve uma discussão após o casal retornar de um jantar, e Giulia teria ficado alterada após ingerir bebidas alcoólicas.
Ivo também negou ter agredido a mulher dentro da residência, ter utilizado um taco de beisebol contra ela ou tê-la ameaçado com uma arma de choque. Ele afirmou ainda que foi Giulia quem o ameaçou de morte.
O que diz a Secretaria da Segurança Pública
"Um homem de 48 anos foi preso em flagrante na madrugada desta sexta-feira (15), na Rua Desembargador Mamede, na zona oeste da capital. A vítima, uma mulher de 27 anos, relatou ter sido agredida, além de ameaçada.
Ambos apresentaram lesões aparentes e foram encaminhados para exame de corpo de delito. O caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica e ameaça na 4ª DDM. A prisão foi convertida em preventiva."
Entre as vítimas estão 21 adultos e duas crianças. Cinco pessoas ficaram feridas, sendo três em estado grave e duas com ferimentos moderados.
Segundo a Polícia Militar, dois tiros foram efetuados para o alto após uma discussão. Uma espingarda modificada, munições calibre .22 e um facão foram apreendidos.
Segundo a Polícia Civil, o homem de 20 anos atuaria no armazenamento e na distribuição de drogas, além da guarda de armas. A investigação também aponta a utilização de adolescentes pelo grupo.
Antônio e Paulo Buscariollo estavam foragidos e foram capturados em um sítio. Carlos Henrique foi preso em outra cidade, enquanto Carlos Eduardo já permanecia detido.
História de Guilherme Bernardo
Caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana). Segundo parentes, agressões começaram após um segurança acusar injustamente Cláudio Rafael Landeiro de roubo.