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Família diz que foi ameaçada depois que cachorro furou a bola do filho do suspeito. Antes de morrer, Antônio Pereira de Souza, de 63 anos, ficou oito dias internado em uma UTI.
Antônio Pereira de Souza, de 63 anos, morreu na terça-feira (14), depois de ter sido agredido com uma barra de ferro por um vizinho, em Curitiba. Segundo familiares da vítima, as agressões foram motivadas por uma bola de futebol furada pelo cachorro da família.
O nome do suspeito não foi divulgado.
Câmeras de segurança registraram o momento em que, no dia 6 de abril, o vizinho entrou correndo na própria casa depois de encontrar a vítima na rua. Em seguida, o suspeito sai de dentro da residência com uma barra de ferro em mãos.
Segundo Débora Cristina de Souza, filha de Antônio, o pai tentou correr, mas foi alcançado pelo agressor. Apesar dos pedidos de socorro, o ataque só se encerrou depois que um motorista que passava pela rua parou, conseguiu tirar a barra de ferro das mãos do agressor e socorreu a vítima.
Antes de morrer, Antônio ficou oito dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na declaração de óbito, lesão no tórax por algo contundente é indicada como causa da morte.
A Polícia Civil investiga o caso.
Discussão motivada por bola de futebol
Segundo a filha de Antônio, dias antes do crime, no dia 14 de março, a bola de futebol do filho do vizinho caiu dentro da casa da vítima e foi furada pelo cachorro da família.
"Ela [esposa do suspeito] sai aqui no portão, sem nem perguntar nada. Ela simplesmente olha aqui para dentro e fala: 'Devolve a bola do meu filho'. Eu me dirijo a ela e falo que, infelizmente, não deu tempo de pegar porque a cachorra furou", afirma Débora.
Em seguida, conforme Débora, a mulher apedrejou a casa da família e o marido dela os ameaçou.
"O marido dela chega no portão e fala a seguinte frase para a gente: 'Os pais de vocês vão sofrer as consequências dos atos de vocês'", denuncia a filha.
Débora relata ainda uma série de conflitos com os vizinhos, motivados por intolerância contra a orientação sexual das filhas da vítima e por questões religiosas.
Segundo a filha, a família busca, em meio ao luto, forças para lutar por justiça.
"O meu pai era uma pessoa alegre. Me dói saber que eu não vou mais receber um bom dia e um boa noite dele. No Dia dos Pais, eu não vou ter o meu pai para abraçar, para levar um presente. Não vou ter mais o meu pai para assistir ao futebol do domingo. Eu só quero que ele descanse em paz e, esteja onde estiver, saiba que a gente vai lutar por justiça", desabafa Débora.
Homem que conduzia o carro foi socorrido com ferimentos.
Polícia Civil detalha que vítima foi surpreendida no quarto e teve pouca chance de defesa.
Autor do crime é companheiro da vítima Claudete Ramos e segue foragido.
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