Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Mãe de três filhos, Karine Nunes enfrenta o machismo no setor automotivo para incentivar a presença feminina nas oficinas.
Quando se pensa em oficina mecânica, logo vêm à mente homens de uniforme, com as mãos sujas de graxa, cercados por ferramentas, peças e carros para consertar. Pouca gente imagina que nesse ambiente também possa estar uma mulher exercendo a mesma função, em um trabalho que ainda é amplamente associado ao público masculino.
Mas em São José, na Grande Florianópolis, essa realidade é diferente. Aos 32 anos, Karine Nunes divide o tempo entre a família e o trabalho como mecânica. Mãe de três filhos - dois meninos de 13 e 10 anos e uma menina de 4 - ela é a fundadora da Garagem da Suki, oficina mecânica criada em 2022, onde trabalha ao lado do marido atendendo homens e mulheres.
Formada em Serviço Social, Karine cresceu cercada pelo universo automotivo. Filha de mecânico, acompanhava de longe o pai consertando carros em uma oficina improvisada em casa. Mesmo assim, nunca imaginou que um dia seguiria esse caminho.
“Na época, oficina era coisa de homem, meu pai sempre dizia isso... e eu só observava, de longe”, lembra.
Foi o marido, eletricista automotivo e apaixonado por carros, quem a aproximou de vez desse universo. Juntos, decidiram realizar o sonho dele de abrir uma oficina própria. No início, Karine ficou responsável pela administração do negócio, cuidando das finanças e do marketing.
“Era ali onde eu me sentia útil”, conta.
A mudança veio quando surgiu a oportunidade de fazer um curso técnico em manutenção automotiva. Foi durante a formação que Karine percebeu a ausência feminina na área e passou a enxergar um novo propósito.
Inicialmente, a ideia era vender enfeites femininos para carros pelas redes sociais. Porém, com o tempo, o projeto evoluiu. A demanda por um espaço onde mulheres se sentissem acolhidas e pudessem aprender sobre seus veículos ajudou a moldar o conceito da Garagem da Suki.
“Aqui, a mulher não só conserta o carro, mas também aprende sobre ele. Quero mostrar que cuidar do seu carro pode ser algo empoderador e libertador”, afirma.
Mesmo com a iniciativa, Karine relata que o machismo ainda é uma realidade frequente no setor automotivo.
“Teve um cliente que disse ao meu marido: ‘Coloca um menino para te ajudar, mulher não serve para isso.’ Esse tipo de comentário dói, mas ao mesmo tempo me dá forças para provar que estão errados. Cada carro que conserto, cada atendimento que faço, é um passo para quebrar essa barreira”, relata.
Segundo ela, situações como essa não são raras. “Já teve gente que aconselhou a mudar o nome da oficina porque homens não iriam querer vir aqui por ser um nome associado a mulher”, conta.
Apesar das dificuldades, Karine segue determinada a abrir caminho para outras mulheres no setor. Inspirada pela própria trajetória, ela quer incentivar a presença feminina no meio automotivo e fortalecer uma rede de apoio entre profissionais da área na região de Florianópolis.
“Ainda faltam espaços e eventos para nós aqui. Quero criar um grupo, uma rede para fortalecer umas às outras. Somos poucas, mas temos muita vontade de fazer a diferença”, afirma.
Além disso, ela também busca transformar a relação de muitas mulheres com as oficinas mecânicas. Segundo Karine, é comum ouvir relatos de clientes que têm medo de serem enganadas ou preferem levar um homem junto para evitar problemas.
“Escutamos muitos relatos de mulheres que dizem que não levam o carro na oficina porque acham que vão ser enganadas. Muitas mandam o marido ou fingem que entendem do assunto para não serem passadas para trás”, explica.
Por isso, o principal objetivo do trabalho vai além de consertar veículos. “Meu maior desejo é que cada mulher que passe por aqui não só saia com o carro em ordem, mas também com mais confiança e conhecimento”, diz.
Manifestações ocorrem em meio ao aumento da violência contra mulheres e ao recorde de feminicídios registrado no país em 2025.
Adrieli Mara Cizerça e Wanessa Vicente foram eleitas em processo suplementar realizado em fevereiro.
Grupo de Ribeirão Preto (SP) é o único no Brasil autorizado a trabalhar com o personagem icônico dos anos 1980. Após liminar, rede varejista de Santa Catarina deixou de utilizar Fofão em eventos e pos
Cardápio desta quinta reúne sabores suínos especiais, além de bife na chapa, penne ao molho branco e buffet completo de acompanhamentos.
Buffet variado, carnes e sobremesa completam o almoço servido das 11h30 às 13h30.
Fraude já registra 48 ocorrências diárias no RS. Vítimas são persuadidas a fazer pagamentos, resultando em perdas financeiras expressivas.