Utilizamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Investigação apura falsificação e uso de diplomas, certificados, carimbos e documentos médicos em contratos ligados ao atendimento de crianças com TEA.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) participou, na manhã desta quinta-feira (7), da deflagração da 3ª fase da Operação Ártemis, em apoio ao Núcleo GAECO de Francisco Beltrão (PR).
A ação conjunta entre os GAECOs do Ministério Público do Paraná (MPPR) e do MPSC deu cumprimento a nove mandados de busca e apreensão. Desses, três foram executados nos municípios de Quedas do Iguaçu e Vitorino, no Paraná, e outros seis em São Lourenço do Oeste (SC).
Segundo o Ministério Público, a investigação apura a falsificação e o uso de diplomas, certificados, carimbos e documentos médicos em contratos com entes públicos, visando o recebimento de valores indevidos pagos por atendimentos clínicos especializados a crianças acometidas por Transtorno do Espectro Autista (TEA).
As decisões judiciais expedidas pelo Juízo Criminal de Pato Branco (PR) foram cumpridas do município catarinense, em clínicas médicas e de fonoaudiologia, além das residências dos investigados.
Além dos mandados de busca e apreensão, também foram determinadas medidas cautelares, incluindo:
Ainda conforme determinação judicial, as duas principais investigadas passarão a ser monitoradas por tornozeleira eletrônica por tempo indeterminado.
As investigações tiveram início em meados de 2024, quando o GAECO do MPPR identificou que sócios-proprietários de clínicas de fonoaudiologia teriam falsificado certificados de cursos técnicos e de pós-graduação.
De acordo com o Ministério Público, o objetivo do esquema era habilitar clínicas de fonoaudiologia em processos licitatórios do CONIMS para prestar atendimento especializado, principalmente a crianças acometidas por Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Conforme apurado, com a falsificação e o uso desses documentos, o grupo investigado pretendia receber o valor mais elevado pago pelo órgão público por esses atendimentos especializados.
As investigações apontam ainda que o grupo chegou a criar formalmente uma segunda clínica com o único intuito de fraudar o contrato mantido com o consórcio de municípios.
Com os elementos de prova colhidos nas duas primeiras fases da operação, o GAECO identificou que as duas principais investigadas passaram a falsificar diversos documentos, entre eles atestados médicos, utilizados para justificar faltas em ambientes de trabalho e instituições de ensino.
Segundo o Ministério Público, o grupo também falsificou carimbos e receituários de profissionais da saúde, incluindo médicos, psicólogos e outros fonoaudiólogos, sendo que a grande maioria dos documentos teria sido produzida sem o consentimento desses profissionais.
A investigação também apura a participação de um médico, sócio-proprietário de uma clínica em São Lourenço do Oeste. Conforme os elementos de prova reunidos até o momento, ele teria fornecido conscientemente atestados médicos falsos para as duas líderes do grupo.
Durante a operação desta quinta-feira, o GAECO catarinense participou da apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos para obtenção de novos elementos de prova e continuidade das investigações em apoio ao Ministério Público do Paraná.
A investigação tramita em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após eventual publicidade dos autos.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.
O objetivo do grupo é atuar na identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.
Colisão entre um carro e uma motocicleta aconteceu nesta manhã, próximo ao Goio-Ên.
Veículo de passeio ficou destruído e deixou outros dois homens feridos
Fogo atingiu estabelecimento na Linha Santa Catarina na noite desta sexta-feira.
Homem usava tornozeleira eletrônica e estava foragido havia mais de quatro meses.
José Kaique Martins de Azevedo, de 22 anos, havia sido visto pela última vez na Praia Central da cidade.
Vítima estava em buraco de aproximadamente 2 metros de profundidade quando houve um desmoronamento. Acidente aconteceu na zona rural do Distrito de Serra dos Dourados, em Umuarama.