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Ações ocorreram simultaneamente em cidades da região e são desdobramentos de investigações sobre tráfico, homicídios e comunicação entre presos.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou duas operações na manhã desta quinta-feira, dia 12, com o cumprimento de mandados em cidades do Oeste catarinense e outros municípios. As ações, coordenadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ocorreram em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital e miram organizações criminosas com atuação em Xanxerê, Chapecó e região.
Na nova etapa da Operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As ações ocorreram em Chapecó, Xanxerê e Ponte Serrada, no Oeste catarinense, além de Blumenau, no Vale do Itajaí, e Cascavel (PR). A operação teve apoio das polícias Civil e Militar e, no Paraná, do Gaeco local e do Setor de Operações Especiais da Polícia Penal. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.
Conforme o MPSC, a investigação apura crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios, roubos e outras práticas atribuídas a uma organização criminosa com atuação em municípios como Xaxim, Xanxerê e Chapecó. A operação teve fases anteriores com grande mobilização policial, incluindo cumprimento de dezenas de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
Advogada alvo
Paralelamente, foi deflagrada a Operação Bow Tie, originada a partir de elementos coletados na 5ª fase da Sodalitas Finis. A ação teve como alvo uma advogada e resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Xanxerê.
Segundo as investigações, a profissional é suspeita de utilizar prerrogativas da função para intermediar a comunicação entre pessoas presas e integrantes de organizações criminosas em liberdade, prática conhecida como “sintonia”.
O nome da operação faz referência ao “nó bow tie”, tipo de gravata borboleta. No jargão carcerário, o termo “gravata” é utilizado para se referir a advogados. De acordo com o Gaeco, a comunicação irregular entre presos e pessoas externas contribui para a manutenção e expansão de organizações criminosas.
Ainda conforme o Gaeco, as investigações seguem sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas conforme houver liberação judicial.
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