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Decisão determinou pagamento de R$ 450 mil aos familiares de Giovani Klein Victoria.
A Associação Chapecoense de Futebol foi condenada pela Justiça a pagar R$ 450 mil em indenização à família do jornalista Giovani Klein Victoria, de 28 anos, uma das 71 vítimas da tragédia aérea envolvendo a delegação do clube em Medellín, na Colômbia. O acidente completa 10 anos em novembro de 2026.
Giovani era repórter da RBS TV Chapecó e atuava na cobertura esportiva do Oeste catarinense. Natural de Pelotas (RS), trabalhava na emissora desde 2014.
Segundo a sentença, à qual o g1 teve acesso, a Justiça reconheceu a responsabilidade civil objetiva e solidária da Associação Chapecoense de Futebol como contratante da aeronave da companhia LaMia.
O juiz também apontou culpa grave do clube por negligência na escolha da empresa aérea, entendendo que a Chapecoense assumiu o risco ao optar pela companhia mais barata, mesmo havendo alternativas consideradas mais seguras.
A decisão determina o pagamento de R$ 150 mil por danos morais para cada um dos três autores da ação: a esposa e os pais do jornalista.
Em nota, a Chapecoense informou que não irá comentar o caso “em razão de o processo ainda se encontrar em trâmite judicial”.
Os pedidos de indenização por danos materiais, relacionados a despesas com tratamento psicológico, e de pensão mensal para a companheira da vítima foram negados pela Justiça por falta de comprovação. Inicialmente, a ação também incluía a companhia aérea LaMia e a seguradora Bisa Seguros, mas o processo foi extinto em relação às empresas após desistência dos autores durante a tramitação.
Na defesa, o clube alegou que o jornalista embarcou gratuitamente na aeronave, na condição de profissional da imprensa, e sustentou que não havia contrato firmado diretamente com a vítima, argumento que, segundo a decisão, não afastou a responsabilidade civil da associação.
Tragédia completa 10 anos em 2026
O acidente aconteceu em 29 de novembro de 2016, quando o avião que transportava jogadores, dirigentes e jornalistas caiu próximo a Medellín, na Colômbia. A delegação seguia para a partida de ida da final da Copa Sul-Americana.
Em 2018, a Aeronáutica Civil da Colômbia concluiu que a aeronave operava com combustível insuficiente para o trajeto entre Santa Cruz, na Bolívia, e Medellín.
A investigação apontou que o acidente ocorreu por esgotamento de combustível e falhas na gestão de risco da companhia aérea LaMia. Dos 77 ocupantes da aeronave, 71 morreram.
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