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Investigação começou após moradora de Tigrinhos ser enganada. Outra vítima foi identificada em Concórdia durante a apuração.
A investigação que levou a Polícia Civil de Santa Catarina a desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas começou a partir de duas vítimas do Oeste catarinense. Uma moradora de Tigrinhos foi a primeira a denunciar o golpe, ainda no segundo semestre de 2025, dando início às apurações conduzidas pela Delegacia de Polícia do município.
Ao longo da investigação, os policiais identificaram uma segunda vítima em Concórdia, também no Oeste catarinense. A partir da análise das ocorrências e do rastreamento das movimentações do grupo, foi possível descobrir que os criminosos operavam uma falsa central de atendimento bancário instalada na zona leste de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, as duas vítimas do Oeste perderam cerca de R$ 31.5 mil. As informações reunidas durante meses de investigação permitiram mapear a estrutura da organização criminosa, que atuava com divisão de tarefas entre os integrantes para convencer vítimas de diferentes regiões do país a fornecer dados bancários, códigos de segurança e realizar transferências financeiras.
Com o avanço das investigações, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Ceará e São Paulo, além do bloqueio de bens e valores dos suspeitos. A operação, batizada de Central 171, foi deflagrada nesta terça-feira, dia 28, com apoio das Polícias Civis dos estados envolvidos e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos celulares, chips de telefonia, notebooks e dinheiro em espécie. Segundo a Polícia Civil, o material será periciado e deve contribuir para identificar novos integrantes da organização e outras possíveis vítimas.
Vida de luxo chamou atenção
As investigações também revelaram que alguns dos suspeitos ostentavam um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Conforme a Polícia Civil, havia investigados beneficiários de programas assistenciais que, ao mesmo tempo, movimentavam milhares de reais em contas bancárias.
Esses indícios reforçaram as suspeitas dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, além do estelionato praticado por meio eletrônico.
A Polícia Civil alerta que instituições financeiras não solicitam senhas, códigos de verificação, transferências ou a instalação de aplicativos por telefone ou mensagens. Em caso de suspeita de golpe, a orientação é interromper imediatamente o contato e denunciar pelo telefone 181 ou procurar a delegacia mais próxima.
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Apneia-Conteúdo verificado por Santiago M. Especialista na ciência do sono
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