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Criminosos criaram perfis falsos nas redes sociais e extorquiram vítimas após a troca de imagens íntimas.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) obteve a condenação de dois homens, na comarca de Modelo no Oeste catrainense, por aplicarem o chamado "golpe dos nudes". Nesse tipo de crime, os golpistas criam perfis falsos em redes sociais para conquistar a confiança das vítimas, induzi-las a compartilhar imagens íntimas e, posteriormente, usar esse material para fazer ameaças e exigir dinheiro.
No primeiro caso, o réu foi condenado a quatro anos de prisão e três meses de detenção, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de extorsão e falsa identidade. Ele também deverá pagar R$ 1 mil de indenização à vítima e poderá recorrer da sentença em liberdade.
Já o segundo acusado recebeu pena de sete anos, um mês e 25 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de extorsão e divulgação de conteúdo pornográfico. Além da pena, ele foi condenado a indenizar a vítima em R$ 1.030,00
Primeiro caso
O crime ocorreu em 2021. O condenado, de 22 anos, criou um perfil falso de uma mulher em uma rede social e passou a conversar com um morador de Modelo, no Oeste catarinense. Após conquistar a confiança da vítima, os dois trocaram imagens íntimas.
Em seguida, o criminoso mudou a estratégia e passou a se apresentar como psicólogo da suposta mulher. Ele afirmou que os pais dela haviam descoberto as conversas, quebrado o celular e o computador da filha e exigiu R$ 8 mil para custear os supostos prejuízos.
Depois, entrou em contato novamente, desta vez fingindo ser um policial civil. O golpista exigiu R$ 7.898 para evitar uma suposta investigação. Com medo, a vítima transferiu R$ 1 mil ao criminoso.
Segundo caso
O segundo crime aconteceu em 2020. O acusado, morador de Viamão (RS), também criou um perfil falso de mulher em uma rede social para enganar um homem residente na comarca de Modelo.
Assim como no primeiro caso, ele iniciou conversas com a vítima, trocou imagens íntimas e passou a pedir dinheiro. Como justificativa, alegava precisar de recursos para consertar um celular e custear uma viagem. A vítima realizou diversas transferências, que somaram R$ 1.030.
Posteriormente, o criminoso entrou em contato por outro número de telefone, fingindo ser um delegado de polícia. Ele exigiu o pagamento de R$ 12,8 mil alegando que o valor seria destinado à internação da suposta jovem, que estaria em surto psicótico após a troca de imagens.
Além da tentativa de extorsão, o acusado também procurou a filha da vítima. Ele enviou imagens íntimas do homem e ameaçou divulgar o conteúdo para outros familiares caso não recebesse o dinheiro.
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Apneia-Conteúdo verificado por Santiago M. Especialista na ciência do sono
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