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Paraná está localizado em uma das regiões mais propensas à formação de tornados no planeta.
O tornado que atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no final da tarde de sábado (10), é o quinto registrado no Paraná em um período de três meses. Os outros foram registrados em Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava, Turvo e Mercedes.
No começo de novembro, na região central do Paraná, Rio Bonito do Iguaçu teve 90% dos imóveis destruídos durante um tornado de categoria F3 na escala Fujita, que vai até cinco, com ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h.
No mesmo dia, Guarapuava e Turvo, que ficam a 130 km e a 166 km de Rio Bonito do Iguaçu, também registraram estragos significativos. Nelas, os tornados foram classificados como F2, com ventos entre 200 km/h e 250 km/h.
No dia 2 de janeiro, um tornado com ventos de até 120 km/h foi registrado em Mercedes, no oeste do Paraná. O fenômeno foi classificado como F1.
Em São José dos Pinhais, o tornado também recebeu a classificação de intensidade como F2 na Escala Fujita. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os ventos chegaram a 180 km/h e o percurso foi de cerca de 1 km, não tocando o tempo todo no chão.
O Paraná está localizado em uma das regiões mais propensas à formação de tornados no planeta, segundo especialistas em climatologia. O estado ocupa o segundo maior corredor de tornados do mundo, atrás apenas das chamadas "pradarias centrais" dos Estados Unidos, que têm como característica relevo plano e áreas de baixas altitudes.
O fenômeno que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no dia 7 de novembro de 2025, é um exemplo de como a combinação entre massas de ar quente e frio torna o território paranaense mais vulnerável.
A especialista em tornados, Karin Linete Hornes, professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), explica que a área propensa a tornados engloba também os outros estados da região Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e partes do Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia.
"Nós temos sistemas convectivos de média escala que se formam lá no Paraguai, nós temos entradas de frentes frias, muitas vezes que estão associadas também a ciclones que acontecem principalmente no litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esses três fenômenos formam o combustível perfeito para a instabilidade da atmosfera e para a formação de tornados. Claro que, além de tornados, nós também temos vendavais e chuva de granizo, que estão associados a esses eventos de tempestade severa", detalha Hornes.
Como os tornados se formam
Segundo a professora e doutora em Ciências Ambientais Leila Limberger, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), os tornados surgem a partir do choque entre ventos quentes e úmidos vindos do Norte do Brasil e ventos frios da massa polar que chega pelo Sul.
"Quando essas duas massas se encontram, temos a formação de uma frente fria. O termo 'frente' vem de fronte, de batalha, porque é o local do embate entre o ar quente e o frio", detalha.
Ela explica que esse encontro cria movimentos giratórios dentro das nuvens, capazes de gerar funis que podem tocar o solo. A especialista explica que o tornado procura o ponto de menor pressão atmosférica, geralmente associado às áreas mais quentes. Por conta disso, por exemplo, que o fenômeno atingiu o centro urbano de Rio Bonito do Iguaçu.
"A cidade é o ponto mais quente da região devido ao concreto. É possível que a supercélula tenha encontrado ali a menor pressão e tocado o solo. Mas ainda precisamos de mais estudos para confirmar com exatidão", explica.
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