18 de setembro de 2026
Segurança

Suspeito de esconder celular em banheiro para filmar criança seminua no Paraná também é investigado por estuprá-la durante 'brincadeiras'

Homem tem 33 anos e fazia parte do convívio familiar da menina, que tem 11 anos. Ela contou as situações para a própria mãe, que denunciou à polícia. Homem está sendo procurado.

Por G1 Paraná

Atualizado em 18/09/2026 | 10:59:00

O homem de 33 anos que é suspeito de esconder o celular dentro de um banheiro para filmar uma menina de 11 anos seminua em Mato Rico, na região central do Paraná, também está sendo investigado por estupro de vulnerável.

Segundo o delegado William Gama Assunção, ao relatar a situação do celular à mãe, a criança também contou que o homem tocava as partes íntimas dela enquanto brincava de fazer cócegas.

O policial reforça que, para um crime ser enquadrado como estupro de vulnerável, não precisa, necessariamente, haver a conjunção carnal.

O homem fazia parte do convívio familiar da criança. Por isso, o g1 optou por não divulgar nem o nome dele e nem a relação dele com a vítima para proteger a identidade dela.

O caso veio à tona na quarta-feira (16), após a menina contar as situações para a própria mãe e a mulher denunciar à polícia.

De acordo com os relatos, naquele dia o homem pediu para usar o banheiro antes da criança e, depois que ela entrou, percebeu que o celular estava escondido com a câmera virada para onde ela tiraria a roupa.

A menina contou para a mãe que isso já tinha acontecido outras vezes. Segundo a polícia, a mulher acessou os itens excluídos da galeria do celular e encontrou vídeos que comprovaram o relato da vítima.

Após a denúncia, a Polícia Militar (PM) foi até a casa da família, mas não encontrou o suspeito no local. Até a última atualização desta reportagem, ele não tinha sido localizado.

A família da menina solicitou uma medida protetiva para impedir que o homem se aproxime da vítima.

Em caso de suspeita de abuso ou exploração sexual de alguma criança ou adolescente, é possível pedir ajuda pelos seguintes canais:

Polícia Militar: número 190, em casos urgentes;
Polícia Civil: número 197;
SAMU: número 192 para emergências médicas;
Disque Direitos Humanos: número 100.
Segundo a delegada Anielen Magalhães, a família deve estar atenta aos sinais repassados pelas crianças.

"É muito importante, é um passo fundamental para romper ciclos, acreditar na palavra da vítima e procurar acreditar também na segurança pública.

Portanto, acreditem nas crianças, nos adolescentes. Uma fala muito sexualizada, um comportamento muito reprimido, é preciso observar", orienta a delegada.

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