11 de agosto de 2026
Segurança

Polícia prende mais três e chega a seis suspeitos presos por morte de adolescente no Oeste

Operação Erínias revelou que crime teve participação de um grupo maior; novas prisões ocorreram nesta segunda-feira, dia 10, em Maravilha e Pinhalzinho.

Por Oeste Mais

Atualizado em 11/08/2026 | 14:45:00

A Polícia Civil prendeu mais três homens investigados por envolvimento no sequestro, homicídio e ocultação do corpo da adolescente Luana Bosing, de 17 anos, em uma nova etapa da investigação nesta segunda-feira, dia 10, na região de Maravilha, no Oeste catarinense. Com as prisões realizadas pela Operação Erínias, seis investigados já estão presos acusados de envolvimento no crime.

A operação foi deflagrada pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Maravilha, com apoio das Delegacias de Polícia Civil das comarcas de Pinhalzinho e Maravilha. Inicialmente, dois homens, de 29 e 18 anos, foram presos durante a ação realizada hoje. No decorrer das diligências, um terceiro investigado, também de 18 anos, foi localizado e preso pela equipe da DIC de Maravilha.

De acordo com a Polícia Civil, o avanço da investigação revelou que a execução do crime envolveu mais pessoas do que aquelas identificadas na primeira fase. A análise de imagens, informações de inteligência e outros elementos de prova apontou a atuação coordenada do grupo, com divisão de funções e a utilização de diferentes pontos de apoio. Com isso, os investigadores conseguiram identificar novos suspeitos e reunir elementos que fundamentaram os pedidos de prisão.

Adolescente foi sequestrada dentro de casa

Luana Bosing foi sequestrada na noite do dia 4 de julho, dentro da própria residência, em Maravilha. A adolescente desapareceu e as buscas mobilizaram as forças de segurança da região. Três dias depois, na noite de 7 de julho, o corpo da jovem foi localizado enterrado em uma área de mata no interior de Nova Erechim, no Oeste catarinense. Na ocasião, dois foi presos, incluindo o ex-namorado.

A perícia constatou que Luana foi morta com diversos disparos de arma de fogo, que atingiram principalmente o rosto e o tórax. Segundo a investigação, depois do homicídio, o corpo foi levado até o local e enterrado em uma tentativa de dificultar a descoberta do crime.

As primeiras investigações apontaram a participação do ex-namorado da vítima e de outro homem. Os dois foram presos em Maravilha no dia 7 de julho. Um terceiro suspeito tentou fugir para o Norte do país, mas no dia seguinte às primeiras prisões, a Polícia Civil conseguiu localizar o homem em Confresa, no Mato Grosso.

Envolvimento de mais pessoas

Mesmo após as primeiras três prisões, a DIC de Maravilha continuou apurando a dinâmica do crime. Segundo a Polícia Civil, o trabalho investigativo permitiu identificar outros participantes e demonstrou que a ação criminosa teria sido planejada e executada por um grupo com funções distribuídas entre seus integrantes. A partir desses novos elementos, foi deflagrada a Operação Erínias.

A Polícia Civil informou que os novos presos serão encaminhados ao sistema prisional e permanecerão à disposição da Justiça, e não descarta novos envolvidos no crime. Apesar das seis prisões, a investigação ainda não foi encerrada. As autoridades apontam que continuam trabalhando para esclarecer completamente a dinâmica do caso, individualizar a conduta de cada investigado e verificar a possibilidade de participação de outras pessoas.

A Polícia Civil também destaca que todos aqueles que tenham contribuído para o sequestro, homicídio ou ocultação do cadáver, independentemente da função exercida dentro da empreitada criminosa, poderão ser responsabilizados caso sejam reunidos elementos suficientes.

O nome da operação faz referência às Erínias, figuras da mitologia grega associadas à retribuição e à punição de crimes graves, especialmente homicídios. Para a Polícia Civil, a denominação “simboliza a atuação estatal na busca pela responsabilização dos envolvidos e por uma resposta aos graves fatos investigados”, disse em nota

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