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Além dele, seis organizadores da 'Subida da Montanha' vão responder pela morte de Patricia Oening Foss, de 38 anos, que assistia ao evento em Grão-Pará.
A Polícia Civil indiciou um médico neurocirurgião que pilotava uma Porsche e seis organizadores de um evento de carros por homicídio doloso e lesão corporal. O condutor do veículo perdeu o controle durante a programação do "Subida da Montanha" em Grão-Pará, no Sul de Santa Catarina, em 22 de agosto. No episódio, Patricia Oening Foss, de 38 anos, morreu e outras duas pessoas ficaram feridas .
O atropelamento foi flagrado por câmeras de segurança. Segundo a delegada Jucinês Ferreira, análises descartaram falha mecânica e comprovaram o tráfego em velocidade superior a 100 km/h. Além disso, o evento foi feito sem autorização formal das autoridades e sem estrutura técnica de segurança.
O inquérito será remetido nesta quinta-feira (6) ao Ministério Público. Procurada, a defesa de Davidson Alba "manifesta perplexidade com as conclusões da autoridade policial, sobretudo por estar em dissonância com os elementos coletados na apuração policial" (leia a íntegra no fim do texto).
A organização do evento foi procurada, mas não retornou até a última atualização desta reportagem.
Veja o que disseram na época do acidente a defesa do motorista, a prefeitura e a organização do evento
Vítima era balconista e havia acabado de chegar ao evento de carros
O que aconteceu
Imagens mostraram que o neurocirurgião, de 37 anos, avançou a área de escape e atingiu as três pessoas. O homem chegou a ser preso, mas pagou fiança e foi liberado.
Em relato à polícia, ele disse que participava da largada promocional em um trecho isolado da avenida, quando perdeu o controle do veículo, ultrapassou a barreira de segurança e atingiu três mulheres que assistiam à apresentação.
Conforme a delegada, durante a investigação, a maioria dos interrogados disse que não houve a incitação a acrobacias ou ao emprego de altas velocidades. Porém, há registro audiovisual que captou instruções direcionadas aos pilotos sobre como deveriam se apresentar, incluindo a orientação para que atingissem a velocidade de aproximadamente 150 km/h.
"Verificou-se que a maioria dos condutores realizou manobras controladas, e que apenas um ou outro praticou acrobacias que, embora não tenham resultado em acidentes, evidenciam o ambiente de risco assumido", disse a delegada em nota.
Ainda conforme Jucinês, havia grande concentração de público, incluindo crianças e adolescentes, o que agravou o risco e a previsibilidade do resultado.
"Esses elementos, objetivamente cotejados pela autoridade policial, demonstraram que o condutor e os organizadores tinham plena consciência do perigo concreto criado, assumindo voluntariamente o risco das consequências fatais e lesivas, diante das condições inseguras e da velocidade empregada", afirmou.
Cleverson Ribeiro não resistiu aos ferimentos e morreu no local; circunstâncias da colisão ainda não foram divulgadas.
Acidente ocorreu próximo ao acesso à Fazenda São Rafael, em Coronel Vivida; motorista ficou preso às ferragens.
Motociclista atingiu um carro e um caminhão, segundo a dinâmica inicial apontada pela PMRv; passageiro ficou ferido.
Vítimas, de 18 e 46 anos, foram socorridas no distrito de Marechal Bormann e encaminhadas ao Hospital Regional do Oeste.
Polícia Militar encontrou os suspeitos arrastando materiais pelo Centro; um deles havia sido preso dois dias antes por furto de fios.
Família da vítima seguia logo atrás em outro veículo e presenciou o acidente.