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Cirurgias serão realizadas por profissionais voluntários. Inscrições seguem até 4 de maio.
Mulheres que passaram por mastectomia após tratar câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS) podem se inscrever até 4 de maio no XIII Mutirão de Reconstrução Mamária, em Florianópolis. A ação vai selecionar pacientes para cirurgias gratuitas nos dias 9 e 10 de outubro.
A cirurgia de mastectomia é um procedimento que consiste na retirada de uma ou até mesmo as duas mamas.
O mutirão é destinado a mulheres em situação de vulnerabilidade social, sem plano de saúde, que aguardam há anos pela reconstrução mamária. A ação é promovida pelo Instituto Cirurgiões do Bem e as cirurgias serão realizadas no Hospital Dr. Carlos Corrêa.
As inscrições para a pré-seleção são feitas por meio de formulário online. Entre os critérios estão:
ter até 60 anos
não fumar
ter índice de massa corporal (IMC) abaixo de 30
ter feito todo o tratamento pelo SUS
poder realizar consultas, cirurgia e acompanhamento pós-operatório em Florianópolis.
As cirurgias serão realizadas por profissionais voluntários, como cirurgiões plásticos, anestesiologistas e fisioterapeutas. Os custos hospitalares e os materiais usados nos procedimentos são cobertos por doações e parcerias.
Calendário do Mutirão
05/03 a 06/05: Pré-seleção das pacientes por formulário enviado por e-mail
11/05 a 15/05: Avaliação das pré-selecionadas, consultas e exames pré-operatórios
24/07: Entrega dos exames e seleção final das pacientes
Setembro: Palestra para pacientes e acompanhantes e consultas pré-anestésicas
9 e 10 de outubro: Realização do mutirão de cirurgias
Outubro a dezembro: Acompanhamento e seguimento pós-operatório
90% das pacientes necessitam reconstrução
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é de que mais de 78 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer de mama nos próximos anos no Brasil.
Em Santa Catarina, cerca de 90% das pacientes que passam por cirurgia precisam de algum tipo de reconstrução mamária. O procedimento ajuda a recuperar a autoestima e faz parte do processo de superação da doença.
Desde 2012, o grupo já realizou cerca de 150 cirurgias de reconstrução, beneficiando mulheres que aguardavam na fila do SUS. Para este ano, a expectativa é atender mais 15 pacientes, ampliando o acesso a um direito previsto em lei, mas que ainda tem longa espera na rede pública.
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