12 de agosto de 2026
Segurança

Mulher é forçada pelo ex a beber soda cáustica e quase é degolada por ele em SC; réu foi condenado

Golpe de facão no pescoço só não foi fatal porque passou a meio milímetro de atingir a artéria carótida da vítima. Condenação foi de 37 anos de prisão.

Por G1Santa Catarina

Atualizado em 12/08/2026 | 11:00:00

O Tribunal do Júri condenou a 37 anos de prisão o homem que obrigou a ex-mulher a beber soda cáustica e tentou degolá-la em Campos Novos (SC). O crime aconteceu em 1º de setembro de 2025 e, segundo a investigação, o golpe de facão só não causou a morte porque passou a meio milímetro de atingir a artéria carótida da vítima.

Mesmo sobrevivendo, a mulher sofreu queimaduras na boca e ficou com sequelas graves. A decisão é de sexta-feira (7) e cabe recurso. Os nomes da vítima e do agressor não foram revelados.

A soda cáustica é um produto químico usado para a fabricação de sabão e pode causar queimaduras se entrar em contato com a pele ou se for ingerido.

Qual o crime e como ocorreu a violência?

Feminicídio tentado, com as causas de aumento de pena do descumprimento de medidas protetivas, meio cruel e recurso que dificultou a defesa.
Pena foi fixada em 37 anos, cinco dias e cinco meses de reclusão em regime inicial fechado.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), autor da denúncia, relatou que dias antes do crime o homem ameaçou a vítima de morte usando uma faca. Diante disso, ela obteve medida protetiva de urgência, ordem que foi descumprida.

Na manhã do crime, o homem esperou a vítima perto do trabalho e subiu de surpresa na garupa de motocicleta dela e a obrigou a seguir até a casa onde morava.

"Lá, forçou a mulher a ingerir a soda cáustica, provocando graves queimaduras na boca e na língua e causando-lhe grande sofrimento. Quando a vítima estava sentada em uma cadeira,

vomitando e sem condição de reagir, ele desferiu uma facada no pescoço da mulher", narrou o MPSC.A mulher foi agonizou por cinco horas, até que a irmã e a sobrinha do criminoso chegaram na casa e prestaram socorro.

O réu estava preso preventivamente desde a época dos fatos e retornou à unidade prisional assim que a sentença foi lida para cumprir a pena.

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