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Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, foi vista saindo de casa e pegando um ônibus de Maringá para Nova Londrina. Segundo a família, ela deixou de dar notícias no dia 15 de junho. Polícia Civil investi
Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, está desaparecida há uma semana. Segundo a família, a última vez que ela deu notícias foi no dia 15 de junho, quando saiu de casa sem avisar os filhos e pegou um ônibus de Maringá, no Norte do Paraná, para Nova Londrina, no Noroeste do estado. De acordo com o relato de uma amiga, Eulália pretendia comprar uma propriedade na cidade.
A delegada Angelica Nunes informou que o desaparecimento da idosa está sendo investigado pela Polícia Civil (PC-PR) e que há indícios de crime no caso. Ela disse que aguarda o resultado de novas diligências e, por isso, outras informações ainda não podem ser divulgadas.
A filha de Eulália, Josiane da Silva Lima, contou que a mãe saiu de casa cedo e pegou um ônibus em direção à rodoviária de Maringá. Imagens de câmeras de segurança registraram a mulher fazendo o trajeto.
Josiane afirma que a mãe comprou uma passagem para Nova Londrina e embarcou no ônibus. Segundo a filha, foi confirmado que Eulália desembarcou na cidade às 12h41.
No dia em que Eulália sumiu, um dos filhos tentou ligar para a mãe, mas o celular estava desligado. Ela chegou a responder uma mensagem às 12h31, mas, a partir das 12h46, não esteve mais online e não deu mais notícias.
"Na quarta-feira, uma amiga dela entrou em contato comigo, dizendo que ela comentou que estava comprando uma propriedade em Nova Londrina e disse que era para guardar segredo. Ela estava comprando essa propriedade de um amigo que ela conheceu e que conhecia já há um tempo, então acreditamos que ela caiu em um golpe", disse Josiane.
A filha descobriu que Eulália foi a dois bancos para sacar dinheiro, uma semana antes de viajar. Contudo, ainda não se sabe qual quantia foi retirada.
Josiane afirma que a mãe é lúcida, sempre foi muito independente e nunca deixou de dar notícias aos familiares.
"Nosso pai faleceu muito cedo, há mais de 30 anos, e ela sempre cuidou demais dos filhos. Sempre foi mãe e pai, então mandava mensagem para nós todos os dias. Jamais ia ficar sem falar com a gente por querer. Tanto que, desde o primeiro dia, já sentimos falta e já desesperamos", informou Josiane.
Com o desaparecimento da mãe, Josiane afirma que os familiares passaram a ir todos os dias a Nova Londrina, em busca de respostas sobre o paradeiro dela.
"Estamos desesperados porque não temos nenhuma resposta e já faz uma semana do desaparecimento. Só queremos respostas, estamos dilacerados", finaliza a filha.
Denúncias sobre o paradeiro de Eulália podem ser feitas pelo telefone (44) 3432-1202 da Polícia Civil ou pelo 181, do Disque-denúncia.
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