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Criado em São Lourenço do Oeste, médico construiu sua história enfrentando desafios, sem perder o vínculo com a cidade onde tudo começou.
Filho de São Lourenço do Oeste, Fábio Erbes carrega na memória uma infância marcada pela imaginação sem limites, pela amizade verdadeira e por uma cidade que sempre ofereceu espaço para sonhar. Hoje, aos 43 anos, vivendo em Videira (SC), ele olha para trás com gratidão — e para frente com a serenidade de quem aprendeu a transformar desafios em crescimento.
A infância em São Lourenço do Oeste foi vivida intensamente. Jogar bola em diferentes cantos da cidade, construir cabanas, inventar histórias, “fazer filmes” e até descer o famoso perau simplesmente pela aventura fazem parte de um tempo em que a criatividade e a energia pareciam infinitas.
Na juventude, vieram os amigos, as caminhadas pela cidade, os acampamentos, os shows em outras cidades e as histórias compartilhadas que, com o tempo, se transformaram em amizades levadas para a vida inteira. “Essas lembranças são sempre boas de recordar”, resume.
Fábio estudou no Colégio Estadual Rui Barbosa, espaço que marcou a formação de muitos lourencianos e que hoje abriga o atual IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina). Foi ali, ainda em São Lourenço do Oeste, que construiu uma base importante da sua formação e amadureceu o desejo de seguir um caminho que exigiria dedicação, disciplina e coragem.
Sair da cidade teve um motivo claro: estudar. A busca pelo crescimento pessoal e profissional o levou, há pouco mais de 20 anos, a deixar São Lourenço do Oeste para fazer um cursinho pré-vestibular, com o objetivo bem definido de ingressar na medicina.
O início fora da cidade não foi simples. As dificuldades financeiras e emocionais fizeram parte do processo, assim como a solidão de viver em um lugar onde não havia conhecidos. Durante anos, Fábio morou em uma pequena quitinete, com o dinheiro contado para atravessar o mês.
Nada disso, porém, foi em vão. Passar em uma faculdade pública representou um passo decisivo rumo à realização de um sonho. “Enfrentar esses desafios não foi fácil, mas foi transformador”, relembra. Ao encarar as dificuldades de frente, ele percebeu que, junto com elas, também surgiam oportunidades.
Formado em Medicina pela Unioeste, em Cascavel, em 2011, Fábio construiu sua trajetória com profundidade e dedicação. Após a graduação, realizou duas residências médicas — a primeira em Clínica Médica e, na sequência, em Medicina Intensiva, especialização que concluiu em 2018.
Hoje, Fábio é médico especialista em Medicina Intensiva, atuando como coordenador médico de uma UTI em Videira. O trabalho diário vai muito além da técnica: envolve escuta, empatia e conexão humana.
Ele conta que lida constantemente com pessoas em momentos de extrema vulnerabilidade — situações em que a essência humana se revela de forma genuína. As conquistas, segundo ele, não estão apenas nos casos de recuperação, mas principalmente na possibilidade de cuidar integralmente do outro, mantendo confiança e dignidade, mesmo quando o desfecho não é o esperado.
Ao longo dessa trajetória, Fábio também construiu sua família. É casado com Sheila, a quem descreve como uma parceira fundamental em todos os obstáculos enfrentados. Juntos, são pais de duas filhas e vivem agora um novo desafio: a adolescência da mais velha, aos 13 anos — encarada com o mesmo cuidado e presença que marcaram toda a sua caminhada.
Mesmo morando fora, o vínculo com São Lourenço do Oeste permanece forte. O contato com os pais, o irmão e os amigos é constante, e as visitas à cidade acontecem de três a quatro vezes por ano — ou sempre que a saudade aperta.
De longe, Fábio acompanha praticamente todos os dias as notícias do município. Ele observa com orgulho o crescimento planejado da cidade e torce para que esse desenvolvimento siga de forma organizada e contínua. “Sempre digo com orgulho de onde venho”, afirma.
A ideia de retornar a São Lourenço do Oeste já foi pensada inúmeras vezes, tanto por ele quanto pela esposa. Os laços afetivos, os amigos e a família são um convite constante. Por enquanto, as oportunidades profissionais ainda mantêm a família em Videira, mas a saudade segue presente.
Ao resumir sua história, Fábio deixa uma mensagem que reflete toda a sua trajetória:
“Mantenha-se autêntico ao que você é e saiba encarar os desafios como algo produtivo e positivo. Não fuja deles, mesmo sendo difíceis e nem sempre conseguindo vencê-los; provavelmente vamos conseguir sair mais fortes e melhores.”
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