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Homem passou a noite detido até exames da PF revelarem que o verdadeiro criminoso era o irmão, foragido do sistema prisional de São Paulo.
Um homem foi preso por engano em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e descobriu, após passar a noite na prisão, que o irmão estava usando seus dados pessoais para cometer crimes no estado de São Paulo.
Segundo a Polícia Federal (PF), o inocente aparecia como réu em três processos. Em um deles, que o levou à prisão por engano, a condenação supera os 10 anos de pena. A PF não detalhou quais crimes envolvem o verdadeiro culpado.
A prisão do irmão inocente aconteceu em outubro de 2025, mas só foi divulgada recentemente, após o cumprimento de um mandado no Paraná expedido pela Justiça paulista. A vítima passou apenas uma noite na prisão, sendo liberada no dia seguinte da prisão.
Os nomes do inocente e do irmão não foram divulgados pela PF.
Os dados civis do preso por engano coincidiam integralmente com os do irmão condenado, conforme a investigação. Durante o interrogatório, o irmão inocente "jurou" não ter qualquer envolvimento com crimes e apresentou uma versão considerada "coerente e verossímil" pelos policiais, o que permitiu a descoberta do erro.
“A forma como ele contou a história nos fez acreditar que dizia a verdade. Os policiais percebem quando a pessoa realmente está falando a verdade. O mandado estava expedido contra ele, mas o irmão induziu a Justiça ao erro quando passou os dados dele”, afirmou Sergio Stinglin, delegado da Polícia Federal.
A polícia afirma que o condenado tinha um documento de identidade falsificado do irmão inocente, o que facilitou a fraude.
“Por ser irmão, ele conhecia todos os dados, nome completo, filiação, qualificação. Pode ter tido acesso aos documentos e até trocado a foto do RG”, disse o perito federal Gabriel da Silva Gomes.
Diante das inconsistências, a PF decidiu aprofundar a análise e realizou exames biométricos, comparando impressões digitais e fotos do detido com registros do sistema prisional paulista. Com apoio emergencial de São Paulo, os agentes obtiveram imagens do verdadeiro preso que deveria cumprir a pena.
Os laudos foram conclusivos, segundo a PF, de que o homem detido em Foz do Iguaçu não era o autor dos crimes.
De acordo com a polícia, o irmão condenado havia utilizado a identidade falsa desde o início das investigações em São Paulo. Ele, inclusive, chegou a ser preso, cumpriu pena e recebeu o benefício de saída temporária usando os dados falsos.
Segundo a PF, ele não retornou ao presídio após uma "saidinha", o que gerou o mandado de recaptura cumprido no Paraná e que levou o inocente à prisão.
“O irmão que cometeu os crimes já tinha passagens por dois homicídios e roubo qualificado. Uma pessoa experiente no crime, que conseguiu desviar o sistema inteiro”, explicou o perito.
Mandado revogado
Depois que o erro foi percebido, a Vara de Execução Penal de Campinas (SP) revogou o mandado e corrigiu a qualificação do réu nos três processos. O homem preso injustamente não sofreu prejuízo jurídico, na avaliação da polícia, uma vez que a prisão foi rapidamente corrigida após a descoberta.
A Polícia Federal afirma que o inocente preso ficou surpreso quando descobriu que o mandado de prisão era, na verdade, para seu irmão.
“Quando a gente achou a identidade verdadeira de quem deveria cumprir o mandado, o irmão estava aqui na custódia, fomos até lá e mostramos a foto. Ele disse: 'Esse aqui é meu irmão. Ele tem uma história criminosa longa'. Ele não têm mais contato com o irmão há 10 anos. Ele ficou surpreso, foi um choque porque são três processos criminais”, explicou o policial.
Criminoso continua foragido
Até a publicação desta reportagem, o irmão responsável pelos crimes ainda não havia sido localizado. A PF acredita que ele não está em Foz do Iguaçu e pode estar em outro estado.
Além dos crimes pelos quais foi condenado, o irmão também deve responder por falsidade ideológica.
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