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Polícia Civil concluiu inquérito após identificar 14 vítimas da mulher, indiciada por vários crimes, entre eles, lesão corporal grave e exercício ilegal da profissão.
Uma mulher que se identificava como biomédica em São José, na Grande Florianópolis, e que foi alvo de denúncias de pacientes por falhas e lesões após procedimentos estéticos, vai responder por vários crimes, entre eles, lesão corporal grave e exercício ilegal da profissão. O inquérito que investigou o caso e identificou 14 vítimas foi concluído pela Polícia Civil.
Suelen Damasceno da Silva foi indiciada por 13 crimes de estelionato, seis crimes de lesão corporal, sendo um deles por lesão corporal grave e ainda deve responder por contravenção penal pelo exercício ilegal da profissão. O g1 tenta contato com ela e com a defesa.
Segundo a Polícia Civil, durante os interrogatórios, a suspeita alegou que fazia o curso de biomedicina, mas não teria concluído a graduação. Isso não a impedia de se vender para as vítimas como "biomédica especialista em lábios".
A mulher acumulava cerca de 10 mil seguidores nas redes sociais e usava a internet para divulgar os procedimentos, entre eles, preenchimento labial, harmonização facial, harmonização glútea, rinomodelação e aplicação de toxina botulínica (botox).
Os atendimentos eram feitos, segundo a investigação, em salões de beleza e até mesmo residências de São José, cidade vizinha a Florianópolis. A mulher cobrava entre R$ 500 e R$ 3,5 mil.
O Conselho Regional de Biomedicina reafirmou durante a investigação que Suelen não tinha registro e exercia ilegalmente a profissão. O inquérito agora segue para o Ministério Público (MPSC) que poderá ofertar ou não denúncia ao Poder Judiciário.
Mulheres se reuniram e denunciaram falsa biomédica
Imagens e vídeos gravados pelas vítimas mostravam inchaços, sangramentos e infecções nas áreas dos procedimentos. Uma das vítimas, inclusive, teve que ser internada por complicações graves decorrentes das intervenções.
As vítimas relataram que conheceram Suelen por meio das redes sociais e pessoas conhecidas. Dizem que foram atraídas por fotos de resultados que pareciam bem-sucedidos. Antes de apagar as redes onde usava para divulgar os procedimentos, a suspeita acumulava mais de 10 mil seguidores.
Em julho deste ano, reportagem do g1 mostrou que pelo menos quatro mulheres abriram boletins de ocorrência contra Suelen alegando que os procedimentos deram errado.
Na época, a partir dos relatos, elas iniciaram um grupo de possíveis vítimas e em pouco tempo se somavam mais de 30 pessoas.
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Criado por: Equipe Editorial do Tua Saúde
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